Sob suspeita

Sispmur pede que MP e polícias Civil e Federal investiguem Impro; Josemar promete recorrer à Justiça

Levantamento feito pelo Sindicato aponta rombo superior a R$ 8 milhões; diretor do Impro diz que ataque tem 'motivação política'

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06 de Dezembro de 2014, 12h40

Sispmur pede que MP e polícias Civil e Federal investiguem Impro; Josemar promete recorrer à Justiça
Sispmur pede que MP e polícias Civil e Federal investiguem Impro; Josemar promete recorrer à Justiça

Presidente do Sispmur, Rubens Paulo, protocolou pessoalmente os pedidos de investigaçãoO Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (Sispmur) protocolou na sexta-feira (06) pedidos para que a Polícia Federal e a Polícia Civil investiguem suspeitas de irregularidades na gestão do Instituto Municipal de Previdência (Impro). No início da semana o sindicato já havia pedido a intervenção e o afastamento dos diretores do instituto em documento encaminhado ao prefeito Percival Muniz e também às representações do Ministério Público Estadual e Federal no município.

O Sindicato aponta indícios de fraudes em investimentos feitos com recursos da previdência dos servidores municipais. O prejuízo seria superior a oito milhões de reais, decorrente da compra e venda de ações em operações fraudulentas. Algumas das empresas contratadas nestas operações já seriam alvo de investigação da Polícia Federal.

A própria direção do Impro também já é alvo de um processo movido pelo Ministério Público Estadual, que solicitou o bloqueio das contas dos gestores até o valor de R$ 2,5 milhões para cobrir perdas.

"Ainda não tivemos uma resposta da Prefeitura sobre o pedido de afastamento dos atuais diretores. Mas estamos cumprindo nosso papel de informar a situação e cobrar as providências cabíveis aos órgãos competentes", disse o diretor jurídico do Sispmur, Ilson Galdino.

Os pedidos de investigação foram protocolados pelo próprio presidente do Sispmur, Rubens Paulo. Ele também aponta indícios de irregularidades nos gastos administrativos do Impro. "Mesmo com uma estrutura menor, eles gastaram em um ano cerca de R$ 1,2 milhões em despesas administrativas. No Sispmur, que além da sede na cidade também mantém um clube social, essas despesas giram em torno dos R$ 200 mil".

O Sispmur suspeita que os gastos sejam inflados pela concessão de benefícios indevidos aos próprios diretores do Impro - como diárias, adiantamentos e salário família - e também por contratos superfaturados.

"As mesmas empresas sempre vencem as licitações na modalidade 'convite' e os contratos são sempre aditados extrapolando o limite da modalidade licitatória", alerta Rubens Paulo.

Outro lado
O diretor-executivo do Impro, Josemar Ramiro e Silva, tem negado todas as acusações feitas pelo Sispmur e anunciou que na próxima semana entrará com duas ações (Cível e Criminal) contra o presidente do sindicato.

Em entrevista ao site Gazeta MT ele afirmou que está tranquilo e que cabe ao prefeito Percival Muniz decidir sobre o pedido de afastamento. Josemar também disse que prestará todas as informações que forem solicitadas, mas afirma que as acusações apenas repetem questionamentos levantados anteriormente pelo Tribunal de Contas do Estado e já devidamente reparados pelo Impro.

Na última sexta-feira Josemar também falou sobre o assunto em entrevista ao vivo ao jornalista Carlos Vanzelli, no programa 'SBT Comunidade'. Segundo ele, o ataque do Sispmur tem motivação política e não ficará sem resposta.

"Por questões políticas estão tentando destruir a Imagem do Impro e das pessoas que ajudaram a construir o Instituto. Não vamos aceitar isso", disse ele. "Atuamos dentro da lei e de forma correta. Vamos acionar judicialmente quem diz o contrário".