CASO BANCÁRIA

Justiça nega pedido de revogação de prisão do 'Dr. bumbum'

Denis Furtado está preso desde julho acusado da morte da bancária Lilian Calixto, de 46 anos. Audiência foi marcada para dia 11.

por Cuiabá, MT - Daffiny Delgado

06 de Dezembro de 2018, 09h25

Justiça nega pedido de revogação de prisão do 'Dr. bumbum'
Justiça nega pedido de revogação de prisão do 'Dr. bumbum'

Reprodução

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de revogação da prisão do médico Denis Cesar Barros Furtado, conhecido como Dr. Bumbum. Ele é acusada da morte da bancária Lilian Calixto, de 46 anos. Essa foi a segunda tentativa de soltura feita pela defesa do médico. 

A decisão foi dada pelo juiz Bruno Arthur Mazza Vaccari Machado Manfrenatti, da 1ª Vara Criminal, e publicada na tarde de quarta-feira (05). O magistrado alega que os motivos que levaram o médico à prisão permanecem inalterados.

“Ademais, imperioso observar que a prova da existência do crime e os indícios suficientes de autoria já restaram sobejamente expostos, conforme fundamentado pela decisão que decretou a prisão (fls. 377 - 380). Observo, desta forma, a presença intacta dos requisitos que admitem a prisão preventiva, previstos nos art. 312 e 313, do Código de Processo Penal. Portanto, por não ter sido trazida pela defesa qualquer alteração das situações fáticas ou jurídicas, que ensejaram a decretação da medida prisional, INDEFIRO O PEDIDO DE REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA”, escreveu o magistrado na decisão.

Dr Bumbum está preso desde 19 de julho. Ele foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio qualificado, após a morte da bancária de Mato Grosso, que morreu horas depois da realização de um procedimento estético na casa do médico, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, no dia 14 de julho.

Além de Furtado, a mãe dele, Maria de Fátima, a namorada Renata Fernandes, e a empregada Rosilane Pereira da Silva também respondem por participar do procedimento.

Ainda conforme decisão, ficou agendado para a próxima terça-feira (11) a audiência onde serão ouvidas as testemunhas arroladas no caso.Foram intimadas ao menos 14 pessoas.

O caso

Lilian Calixto era uma das principais gerentes do antigo HSBC em Cuiabá, hoje incorporado pelo Bradesco.

Ele foi até a cidade do Rio de Janeiro, onde se submeteu ao procedimento para aplicação de PMMA (polimetilmetacrilato), um polímero, ou fibra sintética, em forma de gel, usado para preenchimento de partes do corpo.

O preenchimento foi realizado na região do glúteo. No entanto, ela foi até a cidade para realizar o procedimento sem o conhecimento dos familiares.

Após a intervenção plástica, de acordo com a família da vítima, a mulher passou mal e precisou ser atendida no hospital Barra D'or, também na Zona Oeste do Rio, mas acabou não resistindo.

O produto PMMA é aprovado pelo Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas o uso da substância é indicado para situações pontuais e em pequenas quantidades.

Em depoimento à polícia, Denis admitiu que aplicou cerca de 300 ml de PMMA no corpo da bancária, quantidade essa muito superior da permitida.

Dez processos na Justiça

O médico é réu em mais de 10 processos no Tribunal de Justiça do Rio. Consta ainda que Denis possui várias passagens criminais, inclusive por homicídio.

São elas; Homicídio (1997), Porte de arma (2003), Crime contra a ordem pública (2003), Resistência à prisão (2006 e 2007), Exercício arbitrário da própria razão (2007) - quando a pessoa excede no direito de reagir em legítima defesa e Violação de domicílio (2007).