SUPREMA CORTE

CCJ do Senado pode adiar escolha do futuro ministro do STF

Divisão interna no PMDB sobre o futuro presidente da comissão no Senado pode atrasar indicação do substituto de Teori na Suprema Corte

por GazetaMT

06 de Fevereiro de 2017, 13h31

CCJ do Senado pode adiar escolha do futuro ministro do STF
CCJ do Senado pode adiar escolha do futuro ministro do STF

A dificuldade de se chegar a um acordo sobre o futuro presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado pode adiar a escolha do futuro ministro do Supremo Tribunal Federal, inicialmente prevista para hoje. O motivo é que o presidente Michel Temer não quer que o escolhido fique sujeito a virar objeto de desgaste por uns dias, enquanto aguarda a definição do comandante da CCJ, encarregada de sabatinar o indicado. E, até aqui, a notícia que se tem dos bastidores do Senado é a de que não há acordo no PMDB e o nome pode ser escolhido no voto, conforme antecipou o Correio no sábado.

Se depender da cúpula do PMDB capitaneada por Renan Calheiros (AL), o contemplado será o ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão (MA). Ligado ao ex-presidente José Sarney, Lobão teve um pedido de investigação arquivado a pedido do Ministério Público por falta de provas. O tempo de janela no Senado e na política dá aos pares a segurança de que não jogará contra os seus e resistirá a pressões da opinião pública.

Os dois outros candidatos do partido, Raimundo Lira (PB) e Marta Suplicy (SP) são considerados mais independentes. Lira, que foi presidente da comissão do impeachment de Dilma Rousseff, tem o apoio do presidente da Casa, Eunício Oliveira, mas não é considerado da “turma” peemedebista. E Marta Suplicy, dizem os peemedebistas, ninguém controla. Tanto é que, na semana passada, ela telefonou a alguns senadores para pedir votos na disputa para presidente da CCJ. Oficialmente, a razão que os peemedebistas alegarão para não fazer dela a presidente da Comissão será o fato de ser nova na legenda (Marta ingressou no PMDB em 2015 para concorrer à prefeitura de São Paulo). Lira e Lobão têm mais tempo de partido.