CHUMBO TROCADO

Após Bolsonaro propor zerar ICMS dos combustíveis governador rebate; “impossível”

Bolsonaro alega que a União vira e mexe baixa os preços dos combustíveis nas refinarias, mas os consumidores não são beneficiados com isso

por Fernanda Leite - De Cuiabá

06 de Fevereiro de 2020, 15h43

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Divulgação

O governador Mauro Mendes (DEM), disse nesta quinta-feira (6) que a proposta do presidente Jair Bolsonaro para que os governadores acabem com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis é inviável e representa 25% do orçamento do Estado.

Bolsonaro desafiou ainda, que a União seguirá o exemplo de acabar com a cobrança do PIS e Cofins cobre os combustíveis. “Eu zero federal, se eles zerarem o ICMS. Está feito o desafio aqui, agora. Eu zero o federal hoje, eles zeram o ICMS. Se topar, eu aceito”, ressaltou o presidente, nesta quarta-feira (5), em entrevista a jornalistas.

Por outro lado Mauro Mendes lembra que Bolsonaro não explicou que os impostos federais são de 2%. “Essa colocação do presidente Jair Bolsonaro é muito boa de ouvir, mas na pratica é impossível de ser implementada. O ICMS dos combustíveis representa 25% da receita própria do estado. O PIS e Cofins representa 2% da receita do governo federal. Quando ele diz isso é corta 25% que eu corto 2%. É a mesma coisa de dizer corta a sua perna que eu corto meu dedinho”, disse.

Ele comparou ainda, caso a ideia fosse implementada seria necessário cortar em 25% salários do servidores  e duodécimo dos poderes e também cortar em 25% orçamento de investimentos em obras.

“Se a Assembleia aceitar cortar 25% do duodécimo, se o Tribunal de Contas do Estado topar cortar, os servidores cortar 25% dos salários, cortar 25% das obras, ok. É possível cortar tudo isso? Não”, comparou.

Bolsonaro alega que a União vira e mexe baixa os preços dos combustíveis nas refinarias, mas os consumidores não são beneficiados com isso.