Eleições 2014
Articulações apontam eleição polarizada entre Taques e Blairo
Faltando pouco menos de seis meses para o pleito eleitoral, que acontecerá no dia 5 de outubro, os grupos intensificam as articulações
06 de Março de 2014, 09h40
Passado o período do carnaval, os partidos políticos voltam a se reunir e buscam definições, principalmente em relação aos nomes para as candidaturas majoritárias de governador, vice e senador. Faltando pouco menos de seis meses para o pleito eleitoral, que acontecerá no dia 5 de outubro, os grupos intensificam as articulações para definir os nomes de consenso e sair em busca do voto popular.
Quem saiu na frente foram os sete partidos oposicionistas que apoiam a pré-candidatura do senador Pedro Taques (PDT) ao Governo do Estado, que decidiram na última quarta-feira, 5, que lançarão oficialmente o seu nome para disputa eleitoral ainda neste mês. A decisão foi tomada após reunião das direções partidárias em Cuiabá. Além da candidatura de Taques, o grupo definiu que em abril lançará a sua candidatura ao senado e em maio será escolhido o candidato a vice-governador do grupo.
Por outro lado, o grupo situacionista ainda não tem um nome de consenso e vive na expectativa de que o também senador Blairo Maggi (PR) defina sua posição e assuma sua candidatura a governador, que é vista como a tábua de salvação do grupo, que se vê na eminência de deixar o poder no estado, caso não consiga lançar um nome de peso para fazer frente a Taques.
Enquanto o ex-governador não define se será candidato do grupo ou não, os partidos aliados, como o PT, ainda mantém viva a esperança de terem um candidato da sigla para o cargo majoritário e se digladiam internamente, com parte do grupo defendendo a candidatura do juiz federal Julier Sebastião da Silva e parte defendendo o nome do médico e ex-vereador por Cuiabá, Lúdio Cabral.
Outro que já colocou o nome na disputa é o atual vice-governador Chico Daltro (PSD), que conta com o apoio do presidente afastado da Assembleia Legislativa, José Riva, mas não empolgou o grupo governista, que não demonstrou interesse em apoiá-lo e tê-lo como candidato do grupo.
Correndo por fora, o jornalista Marcondes Muvuca (PHS) é candidato de si mesmo e promete complicar o pleito, disparando contra todos os adversários.
Outros nomes, como o dos empresários do agronegócio Maurício Tonhá, o Maurição (PR) e Eraí Maggi (PP) também foram colocados na discussão, mas não se viabilizaram politicamente e estão praticamente descartados.
Ao andar da carruagem, tudo indica que a eleição deverá mesmo ser polarizada entre o candidato situacionista, no caso Maggi ou um nome indicado pelo PT, e o grupo oposicionista, encabeçado por Taques.