REFORMA DA PREVIDÊNCIA
O que pensam os deputados federais do MT?
06 de Março de 2017, 09h57
Na semana em que os Poderes discutem o pacote de medidas que envolve a Reforma de Previdência, a imprensa do Estado divulgou o posicionamento de deputados federais por Mato Grosso. Daqui, ao todo, oito parlamentares, maioria governista, atuam em Brasília.
Na Câmara, a Reforma caminha para a aprovação. No último dia 3, o presidente da Casa, Rodrigo Maia -DEM/RJ, defendeu o aval sem qualquer flexibilização, durante reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
Dos oito deputados mato-grossenses, apenas o petista Ságuas Moraes -PT se posiciona contrário à medida. Oposição ao governo Temer, fortalece junto aos seus o discurso de danos irreversíveis aos direitos do trabalhador brasileiro, tônica comum a todas as camadas políticas de lado contrário.
Em cima do muro, quem diria, dois peemedebistas: Valtenir Pereira e Carlos Bezerra. Este segundo, historicamente, é a cara do partido de Temer. Para o bom e para o mau. Não se firma, entretanto, corajoso defensor do cacique. De praxe, joga lá e cá.
Ademais, sobram cinco: Adilton Sachetti -PSB, Fábio Garcia -PSB, Ezequiel Fonseca-PP, Nilson Leitão -PSDB e Victório Galli -PSC. Todos em favor da Reforma. Almejantes às ramas do Governo desde os tempos de impeachment, dançam com fervor qualquer música que a atual composição acima toque. Buscam, bem da verdade, não serem esquecidos.
Divergentes entre os favoráveis, apenas os pormenores. Há quem defenda a tal flexibilização e a revisão de pontos tidos como de maior impacto, como, por exemplo, a idade mínima para a aposentadoria de trabalhadores rurais. No mais, sustentam todos o senso comum.
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Na coluna assinada pelo jornalista Ricardo Noblat, na edição online de O Globo desta semana, um alerta interessante. Como adiantado pelo autor do texto, efusiva reação negativa da população ante os posicionamentos favoráveis dos parlamentares à impopular Reforma.
Noblat confirma surpresa por parte de deputados e senadores Brasil afora com o protesto do eleitorado, bem como o início de um movimento de arrego na Comissão Especial da Câmara que trata especificamente da Reforma. "E somente agora Temer e seus assessores mais próximos se deram conta da armadilha montada na comissão especial que estuda a reforma", diz a publicação. "Por excesso de liberalidade dos líderes dos partidos aliados responsáveis pela indicação dos nomes, a comissão tem mais críticos da reforma do que apoiadores incondicionais. Se sua composição não for mudada a tempo, o projeto de reforma poderá naufragar - ou na melhor das hipóteses ser desfigurado severamente", segue, referindo-se ao medo que começa a rodar a Casa.
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De volta aos mato-grossenses, fica também a dúvida quanto ao tamanho da coragem caso negativa popular. A puxar pela memória, sabe-se: não é muita.
Eis mais um momento de provação. 2018 já está aí.