QUEBRA DE DECORO
Vereador Abílio Junior vai à Justiça e pede nulidade de sessão que aprovou cassação de mandato
Juiz Roberto Seror abriu prazo de 15 para explicações do Legislativo municipal.
06 de Março de 2020, 06h03
Às vésperas de ser votado o seu pedido de cassação de mandato, o vereador Abilio Brunini (PSC) ingressou com mandado de segurança no Tribunal de Justiça no qual requer a nulidade da sessão da Comissão de Ética da Câmara Municipal que recomendou a cassação do seu mandato por quebra de decoro parlamentar.
O argumento é que a Comissão de Ética, presidida pelo vereador Toninho de Souza (PSD), feriu direito assegurado pela Constituição Federal – ampla defesa e contraditório – ao rejeitar o pedido de manifestação de defesa oral pelo seu advogado devidamente constituído pelos advogados Carlos Rafael Demian Gomes de Carvalho e Paulo Giovani Taques de Oliveira Gomes.
O pedido foi distribuído ao juiz da 5ª Vara Especializada da Fazenda Pública, Roberto Seror. O magistrado abriu prazo de 15 dias para a Câmara Municipal de Cuiabá, por meio da Procuradoria do Legislativo, manifeste sua defesa nos autos.
Se o pedido for atendido, o processo que pede a cassação do mandato retornaria para a Comissão de Ética, retardando assim uma decisão final. O presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Misael Galvão (PTB) convocou sessão extraordinária nesta sexta-feira (6) para o plenário da Câmara de Cuiabá, composto por 25 vereadores, decidir se cassa ou não o mandato de Abílio Brunini por quebra de decoro.
De acordo com o relatório da Comissão de Ética formulado pelo vereador Ricardo Saad (PSDB), foram identificados vários comportamentos que não condizem com a postura de um parlamentar.
Segundo o relatório, Abílio responde a 17 boletins de ocorrência. Ele foi autuado por coação de servidores, invasão de privacidade, desacato e gravação ilegal.
O pedido de cassação de Abílio foi feito em agosto do ano passado pelo suplente dele, Ozéias Machado, também do PSC.