NÃO SEI. . . NÃO SEI. . . .
Quanto custa cumprir a lei? O alto escalão da Semed não soube responder de pronto
06 de Abril de 2017, 08h29
A secretária de Educação, Carmem Garcia Monteiro, suas competentes responsáveis pelo Departamento de Gestão de Pessoas e pelo Departamento Jurídico, compareceram à sessão da Câmara de Vereadores para explicar porque a Semed passou a pagar o auxílio transporte (aos servidores que trabalham nas unidades rurais) somente sobre 21 dias do mês e não sobre o salário base, como acontece desde 2001.
Sorte da equipe que nenhum vereador fez questão de saber, durante a reunião: quantos servidores têm direito ao auxílio? Quantas escolas têm no campo? Qual é o impacto na Folha se for pagar o benefício integral, como sempre foi?
Perguntas que ficaram no ar e quando a equipe terminou de dar explicações, as três poderosas da Educação Municipal voltaram para a Secretaria e providenciaram as respostas. Aí vai a informação mais importante sobre o assunto:
+ Rondonópolis tem 12 escolas do campo,
+ A Semed conta com 97 servidores que têm direito ao auxílio transporte,
+ Gasto mensal com Folha com o pagamento do auxílio calculado sobre o salário base dos servidores é: R$748.131,15,
+ Gasto mensal com a Folha descontando sábados, domingos e feriados: R$523.691,81.
Pronto, agora sim as poderosas estariam armadas para enfrentar vereadores e servidores furiosos com o corte inesperado. Parece que as armas tinham sido esquecidas, esqueceram, inclusive, de simplesmente saber quanto custa cumprir o que vem sendo feito há 15 anos; esqueceram de lembrar que alguém poderia perguntar por que brigar por uma causa que não tem preço, ou pelo menos se a economia vale a pena.
Na próxima quarta-feira, na sessão da Câmara, a mesma equipe deverá apresentar o resultado e a decisão sobre o caso.