Percival fala sobre proximidade com ex-adversários e sugere que pode não se filiar à MD
06 de Maio de 2013, 02h00
O prefeito Percival Muniz (PPS) utilizou a aritmética para justificar os elogios rasgados e a proximidade cada vez maior com as lideranças do PMDB e do PR em Mato Grosso. Citou que dos R$ 2,3 bilhões pagos em impostos pelos rondonopolitanos anualmente, apenas 300 milhões ficam no município. A união recebe a maior parte, R$ 1,3 bilhões, e o Estado abocanha os R$ 600 milhões restantes.
"É importante para o município que o relacionamento fique bom, independente da questão política. Aliás, na campanha eu e o Rogério prometemos que iríamos unir a cidade, buscando o apoio de todas as lideranças e o diálogo com o Estado e a União para garantir que uma parcela maior desses recursos volte em investimentos e obras", afirmou.
Segundo Muniz, a parceria já trouxe resultados como a conclusão do viaduto, a retomada das obras de canalização do Canivete, a também a liberação de recursos para a ampliação do aeroporto municipal e a construção de um Centro de Eventos na área do antigo aeroporto. Ele revelou ainda que está negociando novos convênios com o Estado e conta com a liberação de R$ 336 milhões em financiamentos pelo Ministério das Cidades para investimentos em pavimentação.
É difícil contrapor os argumentos do prefeito. Mas, apesar das ressalvas, nos bastidores muitos acreditam que a aproximação com os antigos opositores vai além do campo administrativo.
Aliás, as suspeitas foram reforçadas na última sexta-feira (03) pelo próprio Muniz. Discursando diante de Silval, Bezerra e de lideranças do PR, ele afirmou que avalia a possibilidade de não se filiar à Mobilização Democrática - partido formado a partir da fusão de seu PPS com o PMN. A declaração causou arrepios em muitos dos atuais aliados do prefeito rondonopolitano.
Pelo jeito há movimentações à vista no cenário político...