ESTÁ VIVO

Blairo Maggi deve se filiar ao PP e se tornar ministro da Agricultura em eventual governo Temer

por GazetaMT

06 de Maio de 2016, 09h05

Blairo Maggi deve se filiar ao PP e se tornar ministro da Agricultura em eventual governo Temer
Blairo Maggi deve se filiar ao PP e se tornar ministro da Agricultura em eventual governo Temer

Em seu mais novo capítulo político, o senador Blairo Maggi (PR) pode figurar como possível e um dos principais nomes para compor o Ministério da Agricultura caso seja viabilizado o processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff (PT) e a posse do atual vice Michel Temer (PMDB). A notícia  foi repassada de Brasília pela jornalista política Cristiana Lobo. E não para por aí: segundo afirma a repórter, Maggi pode enfim concretizar sua debandada do PR rumo ao PP.

Há tempos, a relação de Maggi  com o PR já não era sustentável. O senador chegou a anunciar publicamente que não se envolveria nem apoiaria nenhum futuro candidato pelo partido, não "subiria no palanque". Bem da verdade, só não deixou antes o barco do hoje marinheiro solitário Wellington Fagundes por falta de opção. Recusou o PMDB (decisão ainda passível de reviravolta), foi recusado pelo PSD e possui patente alta demais para o ainda nanico, em nível Federal, PSB. Das demais siglas de porte, não recebera convite oficial.

Sobre o cargo de ministro, o próprio senador admitiu a sondagem e deixou em aberto a possibilidade de diálogo sobre o assunto. Ainda filiado ao PR, promete avaliar o consenso por parte da sigla e da Bancada Ruralista no Congresso. As negociações se iniciam após Maggi participar de reuniões com Temer, estreitando sua relação com o vice-presidente em um iminente governo do peemedebista, já que é uma das principais lideranças do setor produtivo. A proposta, segundo afirmado nos corredores de Brasília, já foi aceita por boa parte da bancada interessada, conhecida como a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

No atual governo Dilma,  o ministério da Agricultura é comandado pela ruralista Kátia Abreu (PMDB). Igual a Temer em termos de partido e oposta em termos de interesse. A defesa pública à presidente da República contraria, desde o óbvio até o mais subjetivo, o planejamento do chamado 'projeto Temer' e seu plano intitulado 'Uma Ponta Para o Futuro'. Já adiantado pelo próprio vice, caso assuma o posto de Dilma, não poupará o cargo de nenhum dos atuais ministros do governo.

Oficialmente, Michel Temer deixou claro que só começará a discutir possíveis nomes para compor o seu governo após concluir a votação do processo de afastamento da presidente de Dilma por 180 dias no Senado Federal, prevista para a próxima quarta-feira (11). Sabe-se, porém, que a cooptação de aliados segue pública e a todo vapor. Nesta semana, o governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), também esteve em Brasília e aumentaram os rumores de um convite para assumir o Ministério da Justiça. O também tucano José Serra já aceitou integrar as Relações Exteriores caso seja consolidado o novo governo. Pouco imaginável, em tempos recentes, tal relação entre os partidos.