Bom senso: Fim do indicativo de greve deve favorecer discussão do PCCS e agilizar Concurso Público
06 de Julho de 2013, 10h42
Foi inteligente a decisão dos servidores de suspender o indicativo de greve e aguardar a conclusão das adequações no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) antes de retomarem a luta por aumento real. O mesmo pode ser dito da postura da Prefeitura de Rondonópolis, que aceitou antecipar um reajuste de cinco por cento para os professores da rede municipal - que são, de longe, os que mais tiveram perdas salariais nos últimos anos.
Se por um lado a situação mostra que o bom senso prevaleceu, vale dizer que o acordo não teve aprovação unânime. É que a contenda entre Sispmur e Prefeitura vinha sendo comemorada pela minoria de servidores que já goza de super salários e também pelas 'viúvas' do grupo derrotado nas eleições do ano passado.
Seja como for, a 'pacificação', mesmo que temporária, permitirá mais clareza e agilidade nas discussões do PCCS e nos preparativos para o Concurso Público. A administração poderá finalmente 'colocar a casa em ordem' e os servidores, com dados precisos, estarão à vontade para reivindicarem os avanços que desejam sem o risco de serem manipulados por políticos e privilegiados que buscam interesses menores.
Que bom.