“PREJUÍZO”

Blocos do Rondonfolia dizem que também tomaram calote da Prefeitura de Rondonópolis

Premiações do concurso teriam sido acordadas na casa do vice-prefeito. Participantes agora cobram os repasses

por Robson Morais

06 de Julho de 2017, 08h03

Blocos do Rondonfolia dizem que também tomaram calote da Prefeitura de Rondonópolis
Blocos do Rondonfolia dizem que também tomaram calote da Prefeitura de Rondonópolis

Mais problemas causados pela organização do carnaval popular, o Rondonfolia 2017, em Rondonópolis. Depois dos escândalos das bandas e trios elétricos, os blocos que competiram em concurso a pedido da organização, diz-se Prefeitura, se dizem vítimas de calote.

Integrantes dos blocos procuraram a reportagem do GazetaMT. A transcrição abaixo é do depoimento de um dos participantes da festa. Seu nome, a pedido, será preservado.

"Ano passado (2016) fomos procurados para participar do bloco de carnaval pelo Paulo Rogério, o Paulinho da secretaria de cultura, que nos apresentou o senhor Hermélio (da organização do Carnaval), e trouxemos o bloco "x".

Fizemos reuniões na casa do Ubaldo (Barros, vice prefeito de Rondonópolis). Nos disseram o que tínhamos que fazer para participar, chamar outros blocos para a competição, etc. Nada naquela ocasião foi, assim, formalizado em contrato, mas o acordo foi o de que cada bloco receberia uma premiação de acordo com a posição no ranking. Assinamos uma Ata que nos foi entregue pronta e lá já haviam todos os valores e exigências.

Cada bloco que participou teve seus custos. Fizemos os abadás, eventos para promover o bloco, ações para trazer o público. Toda a mídia, na época, divulgou o carnaval, mas os blocos também lutaram muito para promover a festa.

Depois do Carnaval, pelo o que nos falaram, os pagamentos seriam feitos uma semana depois. Temos vídeos recebendo os troféus e disseram que o dinheiro vinha depois. Não veio

Até hoje nenhum bloco recebeu nada. Primeiro nos falaram de prorrogação e agora simplesmente não sabemos mais a quem cobrar. O que a Prefeitura pagou, depois de todo o escândalo, foi parte do dinheiros dos artistas do palco. Nós do bloco não entramos no pacote. À época havia organização, tratávamos com o Hermélio, coordenador do carnaval, mas a coordenação se desfez e agora ninguém nos recebe.

Dentro das reuniões na casa do Ubaldo (Barros, vice-prefeito de Rondonópolis), eles nos falaram que estava tudo certo. Agora estamos à mercê da sorte. Hoje não é só pelo valor que estamos cobrando, é também pela humilhação, pela falta de respeito com que estão nos tratando".