SUSTO
Trecho não terminado acima da Ponte da Lions leva motoqueiro, literalmente, para o buraco
Auxiliar Administrativo de 25 anos sofreu acidente em trecho utilizado por motoristas como acesso à BR-364
06 de Julho de 2017, 16h54
O auxiliar administrativo Rafael Luiz Alves passou por um susto grande na noite da última quarta-feira, 5. Por volta das 19h30, caiu com a moto em uma valeta aberta logo próximo a ponte sobre o Rio Vermelho construída no final da Avenida Lions Internacional. O acidente ocorreu já no final da pavimentação, depois da ponte, no trecho da avenida Otaviano Muniz que dá acesso à rodovia BR-364.
Rafael enviou fotos à reportagem do GazetaMT, das escoriações que sofreu e dos danos materiais na motocicleta. O trecho, desde a inauguração da obra, ainda em 2016, está interditado, mas tem sido há tempos utilizado por motoristas dia e noite. Logo ao lado dos blocos de concreto que bloqueiam parcialmente a via sem asfalto, uma brecha possibilita a passagem por cima de um morro de terra.
Foi o caminho utilizado pelo motociclista. "Subi ali e o farol da moto também apontou pra cima, quando voltou já cai direto dentro do buraco, nem
deu tempo de fazer nada. A valeta me engoliu com a moto. Logo depois acendi a lanterna do meu celular para sinalizar para outros motoristas, pra evitar que mais gente caísse ali", conta.
Fora o bloqueio ignorado, a falta de iluminação e sinalização põem em risco quem utiliza o trecho. "Está muito perigoso. Muita gente passa ali e o correto seria colocar, pelo menos, uma sinalização. Se não terminaram a obra, ou não vão terminar, tem que pelo menos fazer alguma coisa. Deixar daquele jeito não pode", critica Rafael.
A obra da ponte e revitalização dos entorno até o acesso à rodovia teve início entre 2015 e 2016, ainda na gestão do ex-prefeito Percival Muniz -PPS, que inaugurou o acesso sobre o Rio Vermelho em dezembro daquele ano. Com a mudança de gestão, desta vez do atual prefeito José Carlos do Pátio -SD, o projeto não teve continuidade.
Recentemente, a pedido do Ministério Público, um novo estudo de impacto ambiental foi necessário, anulando o feito, à época, pela equipe de Muniz. Sem a conclusão do documento, a atual administração municipal está impedida de tocar a obra. A ação não está relacionada ao atual estudo de impacto na fauna e flora do Parque da Seriema.
A reportagem do GazetaMT entrou em contrato com o Secretário Municipal do Meio Ambiente, João Fernando Copetti Boher. "Não está relacionado ao estudo do Parque (da Seriema), mas, sim à drenagem da água. Havíamos elaborado um projeto com um sistema de drenagem igual ao utilizado nas rodovias, mas o Ministério Público entendeu que o melhor seria a construção de galerias pluviais", pontua. "Além disso, na avenida Poguba, que cruza por ali e dá acesso à Vila Goulart, existe o projeto de duplicação da via, o que acabou atrasando um pouco este primeiro. As duas ações tem que conversar, porque tem ligação e precisamos da dimensão exata do todo do projeto" continua.
Segundo o secretário, o estudo segue em estágio avançado. "Estamos na fase final de adequação do projeto de engenharia e a Secretaria Municipal de Infraestrutura deverá nos entregar na próxima semana. O próximo passo será a Sema elaborar o projeto de licenciamento ambiental e remeter o documento ao Ministério Público. A Justiça tem se pautado no chamado princípio da precaução, prevenindo futuros transtornos", conclui.
Ainda conforme Copetti, o estudo sobre o Parque da Seriema também está em andamento.