Grampolândia Pantaneira

Senadora Selma Arruda defende promotores do Gaeco

A senadora compara a situação com a do Ministro da Justiça Sergio Moro.

por De Cuiabá-Sabryna Carvalho

06 de Agosto de 2019, 14h41

Senadora Selma Arruda defende promotores do Gaeco
Senadora Selma Arruda defende promotores do Gaeco

A senadora Selma Arruda (PSL), em discurso no Plenário do Senado na noite desta segunda-feira (05), defendeu os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), que foram acusados de escutas ilegais, no caso conhecido como "Grampolândia Pantaneira". Selma Arruda comparou o fato, com o do Ministro da Justiça Sergio Moro, que teve suas mensagens de celular invadidas por um hacker e divulgadas na imprensa. Segundo ela, essa é uma situação de inversão de valores.

 "Nesse caso da Lava Jato estamos em um novo ciclo, no qual os mocinhos viraram bandidos, e bandidos viraram mocinhos. o Juiz Sergio Moro, hoje Ministro da Justiça, agora está sendo colocado como bandido, pela distorção maliciosa que é feita pela política de esquerda. Isso aconteceu recentemente graças à atuação de uma quadrilha de hackers que, provavelmente cooptada pela organização criminosa que estava desmantelando nosso país", afirma em trecho do discurso.

Para Selma, esse "ataque" a Lava Jato, também aconteceu em Mato Grosso, segundo ela, com outro viés, tentando no caso, sujar a reputação do Gaeco. A Senadora se refere aos depoimentos dos réus do esquema da Grampolândia Pantaneira, coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e o Cabo Gerson, que citaram supostas irregularidades de promotores do grupo, entre elas a barriga de aluguel, que é quando números de telefones de pessoas não investigadas, entram na lista de pedidos de escuta.  "Eu fui juíza na Vara Especializada em Combate a Corrupção e lá eu recebi tanto do Gaeco quanto do Ministério Público inúmeras operações que foram deflagradas e conseguiram colocar na cadeia e condenar muitas das pessoas que fizeram a mesma coisa que os bandidos presos pela Lava Jato fizeram. Destroçaram o Estado de Mato Grosso, um dos Estados mais ricos do Brasil, que leva esse país nas costas com a sua produção agropecuária. Foi aviltado, vilipendiado pelas mãos de um ex-governador e sua quadrilha (referindo-se a Silval Barbosa e José Riva), essas pessoas foram condenadas. E agora em uma reviravolta, estranha e inexplicável,  elas estão conseguindo fazer com que o Ministério Público e Gaeco virem alvos de acusações infundadas, e se transformem assim como o Sergio Moro,  vilões dessa história", argumenta Selma.

No final do discurso, Selma Arruda ainda criticou a Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso (OAB), para ela, a Ordem tem fomentado essa inversão de valores. "Manifesto aqui meu repúdio à atitude da Ordem dos Advogados do Estado de Mato Grosso, que tem acompanhado e fomentado essa inversão de valores. E também o meu repúdio à Ordem dos Advogados Nacional, que, da mesma forma, agindo, porque alguns de seus membros têm interesse próprio, em favor dessas organizações criminosas e, com isso, manchando o nome de tantos advogados que trabalham honestamente". A OAB foi a primeira a representar acusações das escutas ilegais contra os promotores de Justiça e o caso tem como relator, o desembargador Orlando Perri.