SEM GOLPE
Governador Pedro Taques ironiza tese da defesa em processo que cassou Dilma
06 de Setembro de 2016, 07h32
O governador Pedro Taques (PSDB) defendeu a legalidade do processo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e ironizou a tese de que o afastamento definitivo da petista foi um golpe político que levou Michel Temer (PMDB) à Presidência da República. "É o primeiro golpe na história do mundo que tem direito de defesa de seis dias", declarou, em conversa com jornalistas, na última semana.
"A Constituição foi cumprida. Como diz o professor Michel Temer, golpista é quem rasga a Constituição, quem não quer obedecer a Constituição. Vocês todos notaram que o Michel Temer deu uma acelerada, ele foi pra cima, né? Mudou de posição", afirmou, lembrando que logo na sequência do impeachment o presidente subiu o tom e afirmou que "não levará desaforo para casa".
Taques lembra que o crime de responsabilidade é o dispositivo legal dentro do regime presidencialista para se mudar o presidente e avalia que a vontade popular de promover esse tipo de mudança é influenciada por crises. Na ótica do governador, as rupturas no presidencialismo são traumáticas, mas no parlamentarismo ocorrem sem parar a o país.
"No regime parlamentarista nós não teríamos esta crise", opina. "A sociedade estaria desconfiada dele [primeiro ministro] convoca eleições, ele cai e tudo roda normalmente. O presidencialismo não tem um instrumento, um remédio para resolver a crise [política]. Esse remédio é o crime de responsabilidade e hoje essas crises [políticas] - e elas se fundamentam muito em crises econômicas - estas crises, há a possibilidade que ocorram sempre".
Taques avalia que a mudança de presidente deve melhorar o trânsito do líder mato-grossense, em Brasília. "Nós temos o ministro da Justiça, o Alexandre de Moraes, estudou junto comigo, é meu amigo. O ministro das Cidades, o Bruno [Araújo], eu tenho uma boa relação com ele. O Mendonça Filho, ministro da Educação, tenho uma excelente relação com ele. O ministro das Relações Exteriores, o [José] Serra, eu tenho uma relação de amigo com ele. O ministro do desenvolvimento, o Marcos Pereira, é meu colega de mestrado", elencou.
Com informações Olhar Direto