REUNIÃO

Temer antecipa encontro com Cármen Lúcia após novo massacre em presídio

Reunião estava marcada para domingo, mas o presidente solicitou que fosse antecipada para este sábado (7/1), diante da gravidade da situação

por GazetaMT

07 de Janeiro de 2017, 12h59

Temer antecipa encontro com Cármen Lúcia após novo massacre em presídio
Temer antecipa encontro com Cármen Lúcia após novo massacre em presídio

O presidente Michel Temer está reunido desde o período da manhã deste sábado (7/1) com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, para tratar da crise nos presídios, agravada com os assassinatos de presos em Roraima e Amazonas. Ele deixou o Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência, por volta das 10 horas e seguiu para a casa da ministra no Lago Sul.

Temer conversou nesta sexta por telefone com Cármen Lúcia. O encontro entre os dois estava marcado para domingo, mas o presidente solicitou que fosse antecipado, diante da gravidade da situação. A reportagem apurou que Temer está muito preocupado com o "efeito dominó" das rebeliões, que podem pipocar em várias regiões do País.

Até agora, o Palácio do Planalto não conseguiu acertar o passo na estratégia de comunicação ao indicar que a segurança pública é, em primeiro lugar, uma questão a ser tratada pelos Estados. Nos bastidores, até mesmo ministros admitem que o governo federal passou uma imagem de "omissão" logo na virada do ano.

Na tentativa de não levar a crise para o Planalto, Temer demorou a se posicionar sobre a matança no presídio de Manaus. Depois, falou em "acidente pavoroso" e a expressão usada ganhou mais destaque do que as medidas anunciadas, como a construção de cinco presídios federais, consideradas um "factoide" até por aliados.

Ainda nesta sexta, horas depois de o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, anunciar as diretrizes do novo Plano Nacional de Segurança, uma polêmica envolvendo a recusa do governo federal em enviar tropas da Força Nacional para reforçar a segurança nos presídios de Roraima, meses antes da rebelião, provocou mal-estar no Planalto.

Interlocutores de Temer atribuem a Moraes boa parte dos problemas de comunicação em relação à crise nos presídios. Na quinta-feira, minutos antes da reunião do Núcleo Institucional do governo, um ministro que participaria do encontro perguntou onde estava Temer. "Alexandre de Moraes já privatizou o presidente", respondeu outro colega, irônico, ao lembrar que o titular da Justiça é pré-candidato do PSDB ao governo de São Paulo.