MANTIDO COM ARMA NA CABEÇA

Gerente relata momentos de pânico que viveu nas mãos de bandidos durante assalto na Capital

Dois suspeitos armados invadiram a loja no final da tarde de segunda-feira (06), onde clientes e demais funcionários foram feitos de refém.

por Cuiabá, MT - Daffiny Delgado

07 de Janeiro de 2020, 06h58

Gerente relata momentos de pânico que viveu nas mãos de bandidos durante assalto na Capital
Gerente relata momentos de pânico que viveu nas mãos de bandidos durante assalto na Capital

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O gerente da loja Dona do Lar, Gerson Oliveira, relatou os mementos de pânico e tensão que viveu no final da tarde de segunda-feira (06), nas mãos de dois criminosos durante um assalto no estabelecimento localizado no bairro CPA 2, em Cuiabá.

"Eu não tive medo me morrer, mas tentei a todo momento deixar eles (ladrões) calmos, porque o que me restava ali? estava com uma arma na cabeça. A gente que trabalha nesse ramo tem que um certo controle emocional, mas esse controle não é meu, esse controle é de Deus", contou.

A tentativa de roubo frustrada aconteceu por volta das 18h, quando dois homens armados invadiram a loja de móveis e eletrodomésticos situada na Avenida Brasil. Pelo menos sete pessoas, entre elas funcionários e clientes, foram rendidos e mantidos como refém pela dupla.

Conforme o gerente, diante daquela situação ele começou a conversar com o assaltante. Um deles chegou a afirmar que tem um filho doente e que a mãe já morreu.

“Eu pedi a ele (Deus), que se fosse minha hora teria que ser agora, mas que Deus pudesse tocar no coração dele (assaltante) e voltasse atrás. Um deles quando contava de sua história chegou a afirmar que não tinha nada a perder, mas eu disse que a ele que eu tinha e que também tenho um filho pequeno”, acrescentou.

Durante a ação, pelo menos dois disparos de arma de fogo chegaram a ser efetuados pelos bandidos dentro da loja. Apesar do susto, ninguém se feriu.

Ainda segundo o gerente, os criminosos estavam muito alterados e a tensão só melhorou com a chegada das equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

"A ação policial foi fundamental para que o local não fosse roubado e todas as vítimas saíssem ilesas. Cuiabá é muito violenta, mas acho que a capacitação, o desenvolvimento e a técnica que cada dia mais eles (PMs) têm, faz com que eu acredite na Polícia Militar e na Polícia Civil”, completou.

O assalto

De acordo com a Polícia Militar, uma equipe do 3° Batalhão estava em rondas pelas proximidades da loja, quando percebeu a movimentação estranha no estabelecimento e o gerente dando um sinal de perigo.

A dupla armada ao perceber a presença da PM, correu para os fundos da loja, onde mantiveram as sete vítimas como refém.

"As negociações duraram em torno de uma hora e vinte. Dentro da proporção e gravidade da situação, consideramos perfeita a ação policial”, afirmou comandante do 3º Batalhão, tenente-coronel Fernando Augustinho Galindo.

Os criminosos - que não tiveram suas identidades divulgadas - foram algemados e encaminhados para a Central de Flagrantes.

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