eleito

Após eleição histórica, Percival diz que priorizará fim do partidarismo no serviço público

"O nosso primeiro foco será organizar o serviço públivo, que hoje está muito partidarizado, tem muita politicagem", disse Percival

por

07 de Outubro de 2012, 21h53

Após eleição histórica, Percival diz que priorizará fim do partidarismo no serviço público
Após eleição histórica, Percival diz que priorizará fim do partidarismo no serviço público

O agora prefeito eleito Percival Muniz concedeu uma entrevista coletiva para a imprensa em seu comitê de campanha, localizado no início da avenida Presidente Médici, agradeceu aos eleitores e falou sobre suas primeiras ações frente á prefeitura.

Eleito com 60.452 votos, ou seja 57,52% dos votos válidos, o maior percentual já obtido em uma eleição na cidade, Percival começou seu discurso agradecendo à imprensa e anunciou que sua administração deve priorizar, a princípio, a melhora na qualidade dos serviços públicos. "O nosso primeiro foco será organizar o serviço públivo, que hoje está muito partidarizado, tem muita politicagem. Vamos colocar gente com conhecimento, experiência e a capacidade técnica vai prevalecer sobre o partidarismo. Esse é o grande desafio da nossa administração: fazer uma administração que atenda aos partidos aliados, mas sem perder de vista que ela pertence á sociedade", anunciou.

Ele anunciou também que suas primeiras ações serão focadas na área da saúde. "Para mim, a saúde é prioridade, e só de organizar o que já tem na saúde e isso já dará um salto de qualidade muito bom e vamos cobrar dos médicos muita responsabilidade, principalmente dos que atuam em PSFs", disse Percival.

Percival que não pretende montar equipe de transição por agora, para deixar o atual prefeito á vontade para administrar a cidade pelos três meses que ainda faltam para terminar sua gestão. "Eu não deixei dívida quando saí da prefeitura e não tenho obrigação de pagar dívida do Ananias. Ele agora tem três meses apra sanear tudo e entregar a adminsitração em dia", afirmou.

Relação com a nova Câmara - "A Câmara tem que se comportar como Legislativo, tem que fiscalizar. Na minh administração, ela vai cumprir com o seu papel e eu vou exigir isso deles. Eu quero ser fiscalizado pelo Legislativo".

Campanha eleitoral  - O prefeito eleito disse que com o advento do Pacto pela Dignidade Eleitoral, que coibiu a contratação indiscriminada de cabos eleitorais, de carros de som e a proibição da afixação de cartazes de candidatos em postes de energia e cavaletes em canteiros centrais, entre outras medidas que visavam diminuir os custos da campanha eleitoral e a influência do poder econômico nos rumos da eleição, os candidatos tiveram que se desdobrar e correr mais atrás do voto popular. "Essa eleição foi diferente em funçaõ do Dignidade Eleitoral. Por conta disso, nós andamos muito, conversamos muito, nos relacionamso muito, fui em mutias sabatinas e senti que desde o começo a população queria que nós retornássemos á prefeitura para que fizéssemos um governo ainda melhor que já fizemos há oito anos atrás", afirmou.

Alinhamento - O prefeito eleito foi questionado sobre o argumento largamente propalado por seus adversários, o alinhamento político, que segundo os mesmos, seria fundamental eleger os candidatos "alinhados" com o governo estadual e federal, sob pena se o Município ser prejudicado. Percival não se fez de rogado e detonou oa rgumento. "Esse é o discurso mais atrasado que já vimos nos últimos anos e fere de morte a democracia, que é castrada, pois (segundo essa tese) a população não pode escolher aquilo que acha melhor. Me lembrou a ditadura. Gente pensa e gente age. A democracia foi uma luta de pessoas que morreram por ela. É como se a gente estivesse no tempo do coronelismo, estão confundindo que têm com a propriedade do cargo", analisou.

Mágoas - Apesar dos duros ataques que sofreu por parte de um de  seus adversários, Percival disse não guardar mágoas, mas não deixou de a lfinetar o ex-adversário. "Eu não tenho mais idade para ter mágoa, pois eu compreendo o desespero do outro lado. É preciso entender que enquanto a população está em um nível, tem candiato que está lá embaixo", finalizou, entre risadas.