Mudança
Adilton fala da filiação ao PSB e admite que pode ser candidato em 2014
Ex-prefeito de Rondonópolis disse que mantém boa relação com o PDT e que filiação ao PSB deixa 'porta aberta' para eventual candidatura.
07 de Outubro de 2013, 12h22
O empresário e ex-prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti, concedeu entrevista exclusiva hoje (07) ao Gazeta MT e confirmou que decidiu se filiar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) para facilitar uma eventual candidatura majoritária no ano que vem. Ele negou divergências com a direção do PDT, partido a que era filiado, e atribuiu a troca de partidos às contradições geradas pelo sistema político brasileiro.
O nome de Adilton Sachetti já era cotado para a disputa ao senado ou mesmo como vice na chapa de Pedro Taques (PDT). O problema é que ambos pertenciam ao mesmo partido, o que poderia gerar questionamentos das outras legendas que integram o Movimento Mato Grosso Muito Mais.
"Não tenho nada contra o PDT. Tive lá uma receptividade muito boa, tenho amigos que sempre me respeitaram e continuamos com uma boa relação. Mas a forma política existente hoje no país obriga a formação de governos de coalizão, com o máximo de partidos possível. Por isso decidir ir para o PSB. Não defini ainda se serei candidato, mas abri uma porta e, se lá na frente quisermos participar do processo, ficará mais fácil", revela.
Adilton disse ainda que não acredita que uma eventual candidatura sua possa gerar desentendimentos dentro do Movimento Mato Grosso Muito Mais, já que o PPS também pleiteia uma das candidaturas majoritárias.
"Não há porque ter conflito com ninguém. Se o Taques sair ao governo o PPS terá um senador nato, que é o José Medeiros. Mas tudo isso será conversado na época oportuna. No momento certo vamos definir quem serão os candidatos a deputados, vice e senado. É muito cedo para discutir agora".
Cenários
Debater propostas, ideologias e tentar captar as aspirações manifestas pela sociedade. Para Adilton estes devem ser os objetivos prioritários das lideranças dos partidos que compõe o Movimento Mato Grosso Muito Mais.
"Precisamos saber o que nos une e construir uma aliança em torno de princípios éticos e ideológicos. Não dá para ficar só na discussão eleitoral, do poder pelo poder. A sociedade tentou mostrar que quer algo novo e devemos estar atentos a isso", defende.
No cenário estadual, a avaliação é que o principal adversário de Pedro Taques virá de uma virtual aliança entre PMDB e PT. No entanto, Adilton não descarta o surgimento de outras candidaturas como a do empresário Eraí Maggi (PP) e do ex-prefeito Maurício Tonhá, o Maurição (PR). "Isso começa a ser levantado agora, mas as definições só devem sair daqui a cinco ou seis meses. Até lá tudo é especulação".
Sachetti também acredita que devem ocorrer mudanças substanciais no cenário nacional após a filiação da ex-ministra Marina Silva ao PSB. Ele prevê um fortalecimento do governador Eduardo Campos (PSB) na corrida pela sucessão presidencial, com efeitos também em Mato Grosso.
"O partido ganha mais musculatura com a chegada do grupo da Marina Silva e isso terá impacto no jogo político no país e também aqui. Acredito que o Eduardo Campos terá um salto grande nas pesquisas e a eleição presidencial deverá ser definida num segundo turno", concluiu.