R$ 493 milhões: Procurador-geral do Estado defende acusados de golpe milionário
07 de Outubro de 2013, 04h00
O procurador-geral do Estado, Jenz Prochnow, saiu em defesa dos seis colegas acusados pela Polícia Civil de envolvimento no 'Golpe das Cartas de Crédito'. Ele alega que é leviano fazer acusações e que a Polícia não tem poder legal para indiciar procuradores.
Segundo as investigações policiais, os golpistas desviaram mais de R$ 490 milhões dos cofres do Estado de Mato Grosso e os procuradores indiciados participaram da quadrilha praticando crimes como a violação de sigilo e a falsificação de documentos públicos. A lista, com 14 indiciados, tem ainda ex-secretários de Estado, advogados, empresários e políticos - como ex-deputado estadual Gilmar Fabris, que é de Rondonópolis.
A história é escandalosa. Mas a reação (burocrática e corporativa) do procurador-geral indica que estamos diante de mais um caso fadado a dar em nada. O tamanho do golpe e o porte dos envolvidos antecipa um processo longo, com todas as regalias e generosidades que a nossa legislação oferece aos que podem pagar.
Nos bastidores a opinião geral é que, ao final, ninguém será punido e nem um centavo voltará aos cofres públicos.
O culpado, como sempre, será o cidadão que vota e paga impostos.