Coletiva

Pedro Taques fala sobre transição e sinaliza que Fávaro poderá ocupar secretaria no próximo governo

Governador eleito falou com a imprensa na manhã desta terça-feira e disse que está analisando dados sobre situação da máquina pública

por Stephanie Romero - Especial para o Gazeta MT

07 de Outubro de 2014, 14h06

Pedro Taques fala sobre transição e sinaliza que Fávaro poderá ocupar secretaria no próximo governo
Pedro Taques fala sobre transição e sinaliza que Fávaro poderá ocupar secretaria no próximo governo

Taques disse que não vai interferir na eleição da Mesa Diretora da ALMTPedro Taques (PDT), futuro governador do Estado de Mato Grosso, eleito no último domingo (05), com mais de 800 mil votos, concedeu na manhã desta terça-feira (07), uma coletiva de imprensa.

Uma das primeiras questões apresentadas por Taques, foi a Lei Orçamentária Anual (LOA) e os projetos para o Estado, que está sendo analisado pela equipe de transição do Governo, comandada por Otaviano Pivetta, atual prefeito de Lucas do Rio Verde.

Otaviano, deixou bem claro que não pretende assumir nenhuma pasta, porque sua prioridade é continuar administrando Lucas do Rio Verde, segundo ele um dos melhores municipios do Brasil: "Vamos fazer um estudo do Estado, será uma transição propositiva. Queremos acelerar no 12", disse.

Uma das possíveis mudanças que já ficou clara, é o enxugamento da máquina, talvez com a extinção de algumas secretarias.

Atualmente o Estado deve  R$ 9 bilhões de reais, e está dentro da responsabilidade fiscal. "Acredito que Mato Grosso está perdendo em razão da desvalorização cambial e em relação ao dólar. Então, teremos não mais que 35% da receita para investimentos e custeio da máquina, e temos que enxugar a máquina, combater a corrupção, para que possamos administrar o nosso Estado".

Samira Martins, esposa do Pedro Taques, garantiu que não vai assumir nenhuma secretaria, mas vai continuar ajudando como voluntária. Taques também garantiu que ainda não definiu seu staff e vai deixar para fazer isso quando assumir, no dia primeiro de janeiro, mas não descartou a possibilidade do seu vice, Carlos Favaro, assumir uma pasta.

"Não vejo nenhum empecilho que possa impedir meu vice de assumir alguma secretaria, já que isso é permitido por lei", afirmou Taques.

O futuro governador também garantiu que não rifou nenhuma pasta do seu governo: "Quero deixar bem claro que nenhum deputado federal ou estadual, nem líderes de partidos me pediram algum cargo".

No total a coligação "Coragem e Atitude  para Mudar",  tem na base governista 11 deputados estaduais e cinco deputados federais. Questionado sobre uma possivél participação na eleição da mesa diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Taques rebateu: Os 24 deputados estaduais do Estado são livres. Deputado não tem chefe. Se eu souber de algum parlamentar que recebe dinheiro para aprovar projeto, vou denunciar".

Em relação a imprensa, Taques garantiu que não existe democracia, sem liberdade de imprensa, de acordo com o artigo 337 da Constituição.

Os servidores públicos também terão seus direitos garantidos, já que existe uma lei de determina uma porcentagem de efetivos em cargos de chefia. Em relação ao horário, Taques afirmou que hora trabalhada não significa qualidade. Indicando que o atual horário de expediente dos servidores, que foi alterado em virtude das obras da copa, pode continuar nos próximo ano.

"Não existe Estado organizado sem o desempenho dos servidores", disse Pedro Taques.