Eleições 2014
Aécio diz que proposta de governo é 'sempre aberta a contribuições'
Candidato voltou a dizer que tem pontos convergentes com Marina Silva. Apoio da candidata do PSB no segundo turno ainda não foi definido
07 de Outubro de 2014, 14h20
O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, afirmou hoje (7) em São Paulo, que o programa de governo "é uma proposta sempre aberta a novas contribuições" e que vê "convergências importantes" entre as propostas dos programas da candidata derrotada no primeiro turno, Marina Silva (PSB), e as do PSDB. Ele afirmou que agora, no segundo turno, sua candidatura não é mais de um partido, mas que "representa o sentimento amplo de mudança que hoje permeia a sociedade brasileira".
Marina ficou em terceiro lugar na votação do primeiro turno, atrás de Aécio e da presidente Dilma Rousseff. A candidata do PSB teve 21% dos votos válidos. Ela ainda não declarou quem vai apoiar no segundo turno. Ontem (6), Aécio já havia dito que tem pontos "convergentes" com as propostas do PSB.
Durante visita a canteiro de construções de prédios na Zona Sul da capital, Aécio conversou com trabalhadores da construção civil e afirmou que seu governo promoverá "a retomada do crescimento" e a geração de empregos. Ele estava acompanhado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do senador eleito José Serra e de deputados aliados.
"Eu vejo inclusive que há convergências importantes entre as propostas do programa de governo de governo da candidata Marina e as nossas. Agora, é uma questão que não depende de mim (receber propostas de outros partidos). Temos que respeitar o tempo e as discussões internas de cada um daqueles que se posicionaram em uma direção no primeiro turno. O segundo turno é sim o momento das convergências, das aproximações. Vamos aguardar com muito respeito a movimentação dos outros candidatos", afirmou.
Aécio diz que conversou por telefone com Beto Albuquerque, que era vice da chapa de Marina Silva, nesta terça, e que cumprimentou Marina pelo desempenho. Ele disse que deve aguardar com serenidade a decisão da candidata sobre o apoio no segundo turno.
"Vamos ter tranquilidade, agora é hora dos partidos discutirem internamente, cada um tem o seu sistema decisão , tem seus colegiados. Seria estranho que não os ouvissem. Vamos aguardar com muita serenidade", disse
Fim da reeleição
Sobre a proposta de mandato único de cinco anos aos eleitos, como defendia Marina, Aécio afirmou que "esta proposta esta já nas nossas diretrizes, eu defendo há muito tempo. Acredito que o mandato de cinco anos com coincidência das eleições é um avanço".
Ao lado de Alckmin, Aécio disse que a questão do mandato de 5 anos dependeria de uma discussão ampla no Congresso. Ele não respondeu se abriria mão da reeleição caso seja eleito presidente, acrescentando apenas: "Eu não morro de amores pela reeleição. Eu defendo a coincidência dos mandatos e isso envolve outras negociações"
"Eu sou a favor do mandato de 5 anos sem reeleição para todos os cargos públicos. A questão deste madnao especial precisa ser discutida no Congresso por uma função especifica. Estamos falando não do fim da reeleição para presidente da República apenas. Então não é uma opção unilateral de candidatos que resolveria o problema. A tese do fim da reeleição e do mandato de 5 anos, é uma tese que eu advogo e defendo há muitos anos', afirmou.
"A presidente Dilma acabou por desmoralizar a reeleição com esta mistura sem limites entre o público, o privado e o partidário, como assistimos nesta eleição. Se eu já tinha dúvidas sobre as vantagens da reeleição, a presidente Dilma acabou por desmoraliza-la", afirmou.
Com informações do portal G1.