Outubro Rosa
Mês será dedicado à prevenção e combate ao câncer de mama e do colo do útero
Criado no ano de 1997 nos Estados Unidos, a campanha Outubro Rosa chegou ao Brasil em 2002
07 de Outubro de 2019, 08h58
O mês de outubro será dedicado a alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e mais recentemente sobre o câncer de colo do útero. Criado no ano de 1997 nos Estados Unidos, a campanha Outubro Rosa chegou ao Brasil em 2002 e desde então todos os anos o mês é dedicado à conscientização para a questão e diversas atividades são realizadas pelo país afora com esse objetivo.
A jornalista Lilian Juliana Martins, responsável pela comunicação da Associação dos Pacientes Oncológicos de Rondonópolis (Apor), entidade filantrópica que trabalha com a prevenção e tratamento do câncer na cidade e na região, diz que o objetivo da campanha Outubro Rosa é lembrar as mulheres para a necessidade da prevenção ao câncer de mama, que é um dos tipos de câncer que mais matam mulheres no Brasil. "Esse é o tipo de câncer mais fatal, mas quando é descoberto no começo, a chance de cura é de 95%. Isso quando o nódulo está bem pequeno ainda. E ele pode ser descoberto com o autoexame, que é bastante eficiente. Se a mulher descobre que tem algo errado, corre para o médico, faz um exame de mamografia, é feita uma investigação e se é descoberto um câncer, aí tem início um tratamento", informou.
A Apor é uma entidade sem fins lucrativos que realiza inúmeras campanhas e eventos com o objetivo de arrecadar recursos financeiros para custear atividades de prevenção e também para o tratamento de pessoas com câncer. Desde 2012, a Apor é responsável pela ala oncológica da Santa Casa e para ajudar na identificação dos casos de câncer, a entidade possui desde 2016 o seu Centro de Diagnóstico, que fica na Avenida Cuiabá, região central da cidade.
Segundo Adevaldo Narciso da Costa, vice-presidente da Apor, a entidade surgiu no dia 30 de julho do ano de 2009, por conta da necessidade de atender pacientes diagnosticados com câncer em Rondonópolis e na região, que faziam o tratamento de quimioterapia e radioterapia em Cuiabá. Muitas dessas pessoas, principalmente as que moravam em outras cidades, muitas das vezes eram obrigadas a dormir na praça que fica em frente à Santa Casa, quando perdiam os ônibus para regressarem para suas cidades. "Aí, uma senhora que fazia parte desse grupo começou a acolher essas pessoas na casa dela. Quando ficamos sabendo dessa situação, nos despertou o interesse e nos fez perguntar o que poderíamos fazer para ajudar nessa situação. Os oncologistas estavam preocupados porque um paciente que tinha 90% de chances de cura, diante dessa situação, as chances dele caíam para 50%, reduzia o tempo de vida dessa pessoa. Então, num primeiro momento, pensamos em estruturar essa casa de apoio para as pessoas ao menos poderem descansar aqui", contou.
Essa casa de apoio existe até hoje e tem condições de hospedar confortavelmente até 40 pessoas, que tem camas e banheiros à disposição, além de refeições. Atualmente, ela está passando por uma revitalização.
Depois disso, a preocupação do grupo seria viabilizar a realização a quimioterapia na cidade, de onde acabou surgindo a parceria com a Santa Casa, que disponibilizou o segundo andar de seu prédio, que foi concluído e equipado pela Apor, onde hoje funciona a sua ala oncológica. "A Santa Casa é o único hospital da região credenciado pelo SUS para fazer tratamento oncológico, aí decidimos apoiar ela. Então, fomos atrás de condições e construímos lá mais de 1.700 metros quadrados no segundo piso, construímos três centros cirúrgicos, compramos todos os equipamentos e demos as condições para a Santa Casa realizar os trabalhos que realiza hoje", continuou Adevaldo Costa.
Agora, a entidade conseguiu viabilizar o tratamento por radioterapia para a cidade, que já estará operando a partir do ano que vem, o que deve aumentar a procura pelo tratamento contra o câncer em Rondonópolis. Para atender esse aumento da demanda, a Apor já está planejando adquirir uma perua, para transportar os pacientes até os seus locais de tratamento. "O nosso sentimento é de ajudar ao próximo. Esse é o ensinamento que Deus nos passou. O que eu faço para o próximo estou fazendo para mim. E como imaginamos que a procura por tratamento na cidade vai aumentar muito, já estamos aumentando nossa estrutura para continuar dando um tratamento humanizado para essas pessoas que lutam contra o câncer", completou Adevaldo Costa.
Sobre o câncer de mama
O câncer de mama é um tumor maligno, formado pelo crescimento de células de maneira desordenada, e desenvolvimento de um ou mais nódulos na mama, e é o câncer que mais causa mortes e o mais comum nas mulheres brasileiras, que o consideram a doença mais temida, já que afeta a percepção da sexualidade e a imagem pessoal.
Por conta disso, é recomendado o exame clínico das mamas e a mamografia, principalmente para mulheres acima de 40 anos. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), para 2019, a estimativa de câncer de mama no Brasil é de 59.700 casos. Em Mato Grosso, a incidência de câncer de mama a cada 100 mil mulheres é de 69,03.