REIVINDICAÇÕES

Detentos da Mata Grande aderem greve de fome por melhorias em penitenciárias de MT

Eles cobram melhorias na estrutura dos presídios, atendimento médico e ortodôntico

por Sirlei Alves

07 de Novembro de 2017, 09h00

Detentos da Mata Grande aderem greve de fome por melhorias em penitenciárias de MT
Detentos da Mata Grande aderem greve de fome por melhorias em penitenciárias de MT

Reeducandos da Penitenciária Regional Major Eldo de Sá Corrêa, mais conhecida por Mata Grande, em Rondonópolis (MT), também participam do movimento que pede melhorias na estrutura, atendimento médico e ortodôntico em dos presídios de Mato Grosso. Os presos informaram que a suposta greve de fome teve início, nessa segunda-feira (06), em todas as penitenciárias do estado.

O manifesto é pacífico, mas que os detentos se recusam a aceitar as alimentações fornecidas e se negam a sair das unidades para atendimentos de saúde e audiências. De acordo com a pauta de reivindicações, o movimento aponta, entre outras deficiências, a falta de dentistas nas unidades prisionais, a superlotação carcerária e a falta de oportunidade de trabalho.

Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) afirmou que na penitenciária de Rondonópolis o movimento é parcial. Em relação ao atendimento à saúde, a Sejudh esclarece que todas maiores unidades do Sistema Penitenciário possuem no próprio local equipes formadas por médico (clínico geral, ginecologista) enfermeiro, técnico de enfermagem, psicólogo, assistente social, odontólogo, auxiliar de saúde bucal, farmacêutico e nutricionista. Além disso, a Secretaria de Estado de Saúde contratará médicos para repor e ampliar o quadro de médicos do Sistema Penitenciário. Nas demais unidades o atendimento é realizado na rede municipal.

Já os medicamentos são fornecidos pelas Secretarias Municipais de Saúde e o Sistema Prisional e que eles são os mesmos medicamentos disponibilizados à população em geral. Sobre o tratamento de tuberculose informamos que todos os reclusos diagnosticados com a doença recebem diariamente a medicação, mensalmente são pesados e são realizados os exames de baciloscopia de controle e avaliação clínica com intuito de acompanhar a evolução de cada paciente. Nos primeiros quinze dias de tratamento é recomendado o isolamento para não haver proliferação da doença para os demais reclusos e visitantes. Após esse período os reclusos recebendo tratamento de tuberculose e podem ter o contato normal com qualquer pessoa. 

A Secretaria destaca que revistas e demais procedimentos de segurança estão sendo realizados normalmente nas unidade.