Projetos em regime de urgência voltam a causar polêmica na Câmara
Adonias voltou a afirmar que no próximo ano irá encaminhar um projeto de lei para que sejam realizadas duas sessões semanais na Câmara
07 de Dezembro de 2011, 17h25

O vereador Adonias Fernandes (PMDB) voltou a criticar os vereadores que votaram contra e derrubaram o regime de urgência de projetos do poder executivo que chegaram às 16 horas para serem votados na sessão ordinária da Câmara Municipal na semana passada. Segundo ele, os vereadores que foram contrários ao regime de urgência votaram contra a população e que enviar projetos em cima da hora para votação é um direito do prefeito. As declarações voltaram a gerar polêmica. Para o vereador Mohamed Zaher (PSD) a derrubada da urgência não trouxe nenhum prejuízo para a população.
Em defesa da parte da bancada que foi contrária à urgência, o vereador Olímpio Alvis (PR) solicitou a Adonias que não tentasse colocar a população contra os vereadores que votaram contra a urgência e relembrou que, em nenhum momento, votaram contrários aos projetos, justamente por considerarem que se pode prejudicar o povo.
Também defenderam a bancada contrária a urgência os vereadores João Gomes (PR), Cido Silva (PP) e Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô, (PMDB), que apesar de não ter votado pela derrubada do regime de urgência, complementou que em nenhum momento os vereadores votaram contra projetos, mas sim contra o regime e que não entende isso como causar prejuízos a população.
PROPOSTA
Diante de toda a polêmica gerada desde a semana passada em função dos projetos do poder executivo em regime de urgência, Adonias Fernandes voltou a afirmar que no próximo ano irá encaminhar um projeto de lei para que sejam realizadas duas sessões semanais na Câmara Municipal: uma às terças-feiras, para que os projetos sejam debatidos, e outra às sextas-feiras, para a votação.
"Gostaria de contar com o apoio dos senhores vereadores para a aprovação desse projeto, mesmo porque, essa casa passará a ter 21 vereadores, assim, as duas sessões seriam realmente importante", destacou Adonias.