Vereadores aprovam projetos com erros e medidas que podem comprometer próxima gestão

por GazetaMT

07 de Dezembro de 2012, 08h36

Vereadores aprovam projetos com erros e medidas que podem comprometer próxima gestão
Vereadores aprovam projetos com erros e medidas que podem comprometer próxima gestão

Os vereadores deram na sessão ordinária de ontem (06) mais uma lição de como NÃO DEVERIAM atuar os representantes do povo no Parlamento Municipal. Numa demonstração deprimente de subserviência (seria só isso?), eles aprovaram a toque de caixa vários projetos enviados na última hora pelo Poder Executivo - alguns deles com erros grosseiros de redação.

Dois projetos chegaram com datas erradas. Um deles, datado de 6 de agosto, modificava uma lei que só foi criada no dia 10 de agosto deste ano. Ao invés de remeterem o projeto de volta para que o Executivo fizesse a reparação, os próprios vereadores optaram por fazer a correção 'nas coxas' - alterando verbalmente e aprovando os projetos imediatamente.

Entre uma gargalhada e outra, os parlamentares deram sequência ao processo de dilapidação do patrimônio público. Só ontem autorizaram a alienação de mais de 160 mil metros quadrados de áreas pertencentes à reserva municipal. E olha que aí não estão incluídos os 19 terrenos que tiveram a venda aprovada na suspeitíssima reunião realizada pelo Codipi na semana passada. Aliás, este assunto (Codipi) sequer foi mencionado durante a sessão.

Os vereadores também aproveitaram a sessão de ontem para distribuir subvenções para entidades sociais (quase R$ 4 milhões) e aprovaram a prorrogação de dívidas e isenção de impostos - comprometendo o equilíbrio financeiro da próxima gestão.

Mais uma vez as exceções foram os vereadores Mohamed Zaher (PSD) e Reginaldo Santos. Ele votaram contra os projetos que não tiveram tempo de ler ou que pareciam ferir os interesses públicos. 

Mas a resistência dos dois foi insuficiente para impedir um festival de absurdos que certamente ficará marcado na memória e trará consequências negativas para os rondonopolitanos no futuro.