ARTICULAÇÃO
Ou Pátio aprende a falar fino ou Rodonópolis para
07 de Dezembro de 2018, 16h01
A partir janeiro de 2019, o prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio -SD, terá uma missão ainda mais difícil que a encampada por ele no início de seu mandato, quando "peregrinou" de porta em porta em busca de apoio e recursos federais e estaduais para a administração municipal. Desta vez, reflexo das decisões erradas que tomou neste eleitoral 2018, antes de pedir ajuda terá de andar para trás, baixar sua característica crista centralizadora e convencer algumas das maiores lideranças do Estado que ainda é um agente público de valia política.
Isso porque o novo governador é Mauro Mendes, acompanhado de partidos, grupos e caciques que não estão, muito, digamos, simpáticos à figura do prefeito. A exemplo, ao lado do Democrata está o MDB, que em nível municipal faz oposição e sinaliza nome certo na disputa pela prefeitura em 2020.
Fato que, ou Pátio se vira nos trinta ou Rondonópolis passará por dificuldades. Na segunda hipótese, lá se vai o projeto político do prefeito, que ainda fala em vir à reeleição. Se em 2018 é crescente o desgaste, só mesmo os deuses saberão que outras trevas o aguardam.
Um exemplo de como a cidade para. Até o início de 2018, Rondonópolis caminhava para ser um polo tecnológico no Estado. No projeto, além da realização e ampliação de eventos do ramo, estava contemplada a construção de um centro tecnológico nas imediações do campus local da UFMT, hoje UFR. Pois bem, abaixo o desenrolar do caso:
Havia, até então, um recurso inicial de R$ 2 milhões que seria destinado a Rondonópolis pelo atual governador Pedro Taques. Logo após, outra série de investimentos seria feita. O dinheiro, porém, não veio por conta do período eleitoral. No fim, o tucano perdeu a eleição e a coisa desandou de vez. Dinheiro não mais há!
Agora, com Mauro Mendes no governo, Pátio terá que começar do zero toda esta discussão. Vender novamente um peixe que com muito custo Taques já havia comprado. Pior, o prefeito terá que falar fino, pois apostou todas as fichas em um projeto político fracassado. Fez até campanha para o tucano, último colocado nas urnas entre os três principais que disputaram a eleição.
Este, caro leitor, é apenas UM exemplo. Já afundaram Pedro Taques e sua reeleição. Será que Pátio se salva?