BALAIO

Boicote de Bolsonaro a Magno Malta envolve Blairo Maggi, Eraí Maggi e Adilton Sachetti, diz jornal

por De Rondonópolis MT - Robson Morais

07 de Dezembro de 2018, 14h49

Boicote de Bolsonaro a Magno Malta envolve Blairo Maggi, Eraí Maggi e Adilton Sachetti, diz jornal
Boicote de Bolsonaro a Magno Malta envolve Blairo Maggi, Eraí Maggi e Adilton Sachetti, diz jornal

O empresário Eraí Maggi posa ao lado de Jair Bolsonaro, então candidato à presidência, vítima de um atentado. Foto: ReproduçãoSegundo reportagem publicada hoje, 7, pelo jornal paulista O Estado de São Paulo, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL-RJ) decidiu cortar definitivamente o senador e candidato derrotado à reeleição Magno Malta (PR-ES) da lista de futuros ministros ao receber informações que ele teria feito viagens para aproximar o empresário Eraí Maggi da campanha do PSL e promessas ao ministro Blairo Maggi (PP-MT). Entre elas, acomodar o atual deputado federal Adilton Sachetti -PRB no novo governo.

Quem assina o texto é o jornalista Leonencio Nossa. Segundo o texto, uma das informações repassadas a Bolsonaro é que Maggi teria colocado à disposição do senador Malta um jatinho particular para alguns deslocamentos e ainda abriu sua fazenda para encontro com ruralistas.

Ainda segundo a publicação, a família de Bolsonaro reclamou que Malta não teve sensibilidade ao entrar no quarto do presidente eleito, então internado após o atentado sofrido durante a campanha eleitoral. "Numa das fotos, quem aparece ao lado de Bolsonaro é Maggi, levado pelo senador. Foi quando começou a circular a possibilidade de o deputado e candidato derrotado ao Senado Adilton Sachetti (PRB-MT) assumir a pasta da Agricultura num eventual governo. Próximo a Maggi, Sachetti era um nome negociado por Malta para o ministério sem aval de Bolsonaro", diz a reportagem.

A matéria ressalta ainda que Malta não registrou deslocamentos em jatinhos do empresário nas prestações de conta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e só prestou contas dos gastos no valor total de R$ 163 mil em veículos, R$ 50 mil em combustível e R$ 273 mil em carros de som.

Abordado pelo reportagem do Estadão, o senador informou que não participou "da negociação, contratação e pagamento de aeronave". Segundo a assessoria dele, a aeronave foi contratada pelo Podemos de Mato Grosso. O partido é presidido pelo atual senador, deputado federal eleito em 2018, José Medeiros. 

EM TEMPO (atualização às 15h58): Em nota assinada, o senador José Medeiros confirmou a versão dada por Malta e assumiu que o Podemos foi o responsável pela locação da aeronave. Informa, ainda, que a prestação de contas será feita ao TSE. 

Outro lado

Os citados não se manifestaram. A reportagem completa está aqui.