CONTAS

Para aumentar receita, Mauro mira sonegadores de impostos

Governador eleito diz que é improvável aumentar carga tributária de MT

por Cuiabá, MT - Rafael Costa

07 de Dezembro de 2018, 15h09

Para aumentar receita, Mauro mira sonegadores de impostos
Para aumentar receita, Mauro mira sonegadores de impostos

Para equilibrar as contas públicas diante de um déficit financeiro estimado em R$ 1,5 bilhão, o governador eleito Mauro Mendes (DEM), que será empossado em 1 de janeiro, avalia a necessidade de arrecadar, no mínimo, R$ 750 milhões a mais do que previsto na LOA (Lei Orçamentária Anual), ainda pendente de aprovação pela Assembleia Legislativa.

Neste cenário, Mendes avalia que só existem duas alternativas: aumentar impostos e combater a sonegação de impostos. No entanto, como a primeira opção é considerada inviável diante da limitação do Estado em legislar na carga tributária, a segunda opção é a que ganha mais força.

"A população precisa entender que são R$ 1,5 bilhão que está faltando em caixa para o Estado honrar com suas obrigações em dia. Ao mesmo tempo, aumentar impostos significa sacrificar a iniciativa privada e o cidadão. A exemplo do que fizemos em Cuiabá, cobraremos na Justiça o dinheiro que não tem sido pago por aqueles que tem a obrigação legal de contribuir com o Estado", disse.

Mendes ainda criticou o que classificou de "populismo", numa referência as diversas leis aprovadas nos últimos anos que garantiram aos servidores públicos progressão de carreira e aumento salarial, o que em sua avaliação não levou em consideração o potencial de arrecadação de dinheiro programado pelo Estado.

"Houve um aumento excessivo de despesas. A receita cresceu acima da inflação, mas a folha salarial aumentou consideravelmente nos últimos anos. Houve um registro de crescimento de 75% da folha salarial em quatro anos em decorrência de leis e garantia aos servidores. No mesmo período, a arrecadação do Estado foi muito abaixo deste percentual", complementou.

Entre as medidas de cortes estudadas estão um plano de demissão voluntária e a extinção - com demissão - de empresas públicas de direito privado. A Assembleia Legislativa ainda discute uma proposta de taxação do agronegócio.