Aliados de Dilma já temem efeitos de protestos no resultado das eleições 2014
07 de Fevereiro de 2014, 14h21
O Buxixo ouviu dizer que a agilidade do Governo (e aliados) na criminalização dos protestos retomados no Rio de Janeiro e São Paulo tem tudo a ver com as eleições de outubro. Querem 'matar no ninho' a possibilidade dos movimentos no sudeste desencadearem uma nova onda de manifestações no país, principalmente durante a Copa do Mundo. Mais do que estragar os planos da Fifa, temem os efeitos que isso teria nas urnas.
Uma fonte revelou que maior preocupação é com a reeleição de Dilma. Com obras emPACadas, apagões no setor elétrico, crise na Petrobrás e sempre cercada por denúncias de corrupção, a presidente perdeu a aura de 'gerentona' que lhe valeu o primeiro mandato. Lula e o PT não conseguirão vendê-la com a mesma facilidade.
Os aliados da presidente sabem que a oposição, muda e também acossada por denúncias de corrupção, não ameaça o favoritismo dela. Mas temem o fenômeno ocorrido após os protestos do ano passado, quando a popularidade de Dilma despencou de forma espetacular. Se a situação se repetir, não haverá tempo de reverter a situação até a eleição. Dilma correria o risco 'derreter', desencadeando um efeito dominó nas candidaturas de seus aliados nos Estados.
Vale lembrar que, além de trocar o presidente e os governadores, os eleitores também poderão neste ano renovar 100% da Câmara Federal e assembleias legislativas e um terço dos senadores.
Dá pra fazer um bom estrago ...