CRIMES EM CUIABÁ
Polícia Civil investiga nova denúncia de abuso sexual contra estudante de medicina da UFMT
Esta semana o jovem já foi denunciado pelo crime de estupro, onde uma jovem chegou a comunicar o crime pelo Twitter. O jovem chegou a negar o caso.
07 de Fevereiro de 2020, 09h57
A Delegacia Especializada de Defesa das Mulheres (DEDM) deve investigar uma nova denúncia de abuso sexual envolvendo o estudante de Medicina, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá.
O caso foi registrado por uma jovem de 24 anos na última quarta-feira (05), no entanto, o crime foi cometido no dia 19 de outubro do ano passado.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima conta que saiu com o suspeito para ir a uma sorveteria, quando já dentro do carro, ele começou a “passar mão” na jovem pegando muito próximo da vagina.
A jovem conta que tirou a mão do acadêmico e seguiram para a sorveteria. Na volta, o suspeito teria novamente colocado as mãos na vítima, usando a força muscular.
Com isso, a vítima disse que o empurrou e pediu para que ele a levasse de volta para casa. O suspeito então obedeceu.
Denunciado no Twitter
Na quarta-feira, outra jovem utilizou sua conta na rede social para denunciar o estudante de medicina pelo crime de estupro. O caso teria acontecido dentro de um motel, na Capital.
Na publicação, a vítima contou que se encontrou com suspeito em um dia que tinha acabado de se desentender com sua mãe. Muita abalada, os dois se encontraram e o estudante teria lhe dado um medicamento, devido ao estado de nervos em que ela se encontrava.
“Ele me deu um remédio e disse que era pra me acalmar. Eu disse que iria tomar quando estivesse na casa da minha amiga e ele insistiu, disse que demorava pra fazer efeito e eu tomei o remédio e fiquei meio grogue (e não demorou pra fazer efeito igual ele disse”, contou.
Durante o encontro dos dois, a vítima contou que pediu para utilizar o celular do suspeito, para poder mandar uma mensagem para amigas dela.
"Loguei pra falar com minhas amigas e ele mandou foto do pênis dele pra algumas amigas, depois começou a falar como se fosse eu. Minha amiga me bloqueou achando que eu tinha mandando aquelas mensagens, e eu fui pra casa de um amigo. No outro dia fui tomar banho e achei camisinha e maconha dentro da minha vagina”, conclui.
Os dois casos estão sendo apurados pela Polícia Civil.
Negou estupro
Ainda na quarta-feira, o estudante de medicina chegou a registrar um boletim de ocorrência de calúnia e difamação, onde também negou que tivesse cometido o estupro.
No documento, o jovem afirma que conheceu a vítima no aplicativo de relacionamento Tinder e que a levou para o motel de maneira consentida.