Dificuldade em fechar coligação proporcional pode impedir retorno de Zé do Pátio à ALMT

por GazetaMT

07 de Março de 2014, 05h30

Dificuldade em fechar coligação proporcional pode impedir retorno de Zé do Pátio à ALMT
Dificuldade em fechar coligação proporcional pode impedir retorno de Zé do Pátio à ALMT

Depois de deixar o PMDB, ajudar a fundar o Solidariedade e se manter bem colocado nas pesquisas de opinião pública, o ex-prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio, parece ter tudo para voltar com honras à Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Mas só parece. Na verdade, ele corre o risco de se transformar em mais uma vítima do sistema eleitoral brasileiro - que nem sempre assegura mandatos aos candidatos mais votados.

O Buxixo foi informado que no grupo que pretende apoiar a candidatura do senador Pedro Taques (PDT) ao governo, não há partidos interessados em se aliar ao Solidariedade para formar uma coligação proporcional. E é aí que mora o problema. Sem essa coligação, mesmo que Pátio seja o mais votado em Rondonópolis ficaria de fora, pois o Solidariedade dificilmente conseguirá atingir sozinho o quociente eleitoral necessário para garantir uma cadeira na Assembleia.

"Eles (o Solidariedade) tem o Zé do Pátio e o deputado Daltinho como puxadores de voto, mas o resto dos candidatos lá são fracos. Quem se coligar com eles não ganhará nada, só servirá de escada para os dois", disse um dirigente partidário explicando o 'veto'.

Há ainda a possiblidade do Solidariedade fechar uma coligação com partidos situacionistas. O problema aí será explicar a presença de Zé do Pátio no palanque de Maggi, Bezerra, Silval...