ELEIÇÕES 2016

Por um PMDB diferente

por GazetaMT

07 de Março de 2016, 09h17

Por um PMDB diferente
Por um PMDB diferente

No meio de toda essa crise política, é no mínimo feia a atuação do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMBD) em Brasília. Na semana em que a executiva Municipal da sigla se reuniu e escolheu nomes, o pedido desta coluna é que os maus exemplos dados na capital Federal não se repitam.

Sobre a Nacional, talvez as duas figuras mais importantes hoje sejam o vice presidente da República, Michel Temer, e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Ambos ilustram bem este Buxixo.

Temer tinha mérito, era o cabeça da sustentação política que vinha segurando dois mandatos do governo Dilma. Mas fez papelão. Escreveu uma carta semelhante a de um marido traído e disse ter se percebido, nas suas palavras, um "vice decorativo". Demorou quatro anos do primeiro mandato mais um deste segundo e não respondeu porquê, constatada sua falta de utilidade, optou por ficar na aliança.

Pergunta essa feita pelo próprio líder peemedebista na Câmara, Leonardo Picciani.  Depois de tudo, Temer agora fala em união dos três Poderes. Por falar na Casa dos nobres Deputados, o presidente, convenhamos, é uma vergonha. Eduardo Cunha é a prova viva da barganha peemedebista desenfreada. Tentou de tudo para se blindar, usou o rito de impeachment como moeda de troca, buscou a oposição. Acabou, como se esperava, réu na Lava Jato.  

De volta a Rondonópolis, o que se pede é um partido diferente. Neste ano de eleição, seria interessante ver uma candidatura própria à majoritária -o que parece não estar descartado-. Se for para se aliar, que seja feito com critério e não mera barganha.

Tal pedido é desta coluna, mas não estamos sozinhos. É o que pede a população eleitora. O recado é para o atual presidente Jairo Pradela e se estende a toda a nova diretoria.  Confiamos, ainda,  em um novo rumo.