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Zé do Pátio: um prefeito “gradativo”

por GazetaMT

07 de Março de 2017, 17h21

Zé do Pátio: um prefeito “gradativo”
Zé do Pátio: um prefeito “gradativo”

A cada entrevista, o prefeito eleito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio -SD, conta um conto. E bem como diz o dito, aumenta um ponto. No terceiro mês de sua gestão, pontua, sempre que dá, o pouco que fez e o que ainda imagina que pode fazer, amenizando demandas cobradas. É o seu modelo "gradativo" de conduzir o mandato.

Pátio convocou concursados da Educação aprovados em concurso público realizado ainda em 2015. Chamou parte, bem pouca, ainda, dos aprovados no certame mais recente, de 2016. Desta vez, profissionais da Saúde e Procuradores. No ato da assinatura da convocação, entretanto, tentou direcionar holofote.

Isso porque os aprovados em concurso ainda estão insatisfeitos. A tal política de convocação "gradativa" não desce goela abaixo de quem se dedicou ao certame. Pois bem, vamos aos desvios de foco promovidos por Pátio.

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1- Amenizando recente atrito com a Câmara, desta vez agradeceu ao Legislativo pelo andamento de verba a ser destinada à Companhia de Saneamento Ambiental de Rondonópolis -Sanear. De outros setores, falou em dívidas pagas, as quais atribui ao ex-prefeito Percival Muniz -PPS. Não são, ao menos não em sua totalidade.

As da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis -Coder, por exemplo, Percival conseguiu parcelar as já existentes, tempos em que o Tribunal de Contas exigiu que a empresa de companhia mista fechasse as portas. O montante beira alguns milhões. Mais de 30. A propósito: segue negativada a prestadora de serviço até que sejam pagas parcelas da tal renegociação. Caberá ao atual gestor, Pátio, quitar a conta.

Para o futuro, Pátio anuncia intenta de construção de creches, por meio de recursos obtidos junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação -FNDE. A contratação de profissionais para atuação nas unidades, porém, depende da Prefeitura.

2-. Pátio ressalta enxugamento da folha, exoneração de antigos comissionados e economia de gasto público já neste início de gestão. Balela do prefeito, que economiza na folha fechando contrato e convênio. No mais, dinheiro gasto do mesmo jeito, mudando apenas a forma de realizar pagamento. Muda a "torneira", como bem disse um sábio colega jornalista. Na Saúde, por exemplo, segue firme o convênio com o Consórcio Regional. A propósito, sobre este, mesmo com o chamamento dos profissionais especialistas, Pátio garante que a ideia é seguir injetando dinheiro do município. "A tendência é aumentarmos os recursos do Consórcio", resume, defendendo necessidade com base na fila para a realização de cirurgias eletivas. Em tempo: tais procedimentos não são de responsabilidade do município. Média e alta complexidade cabem ao Estado e à União.

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Dos profissionais chamados, ao todo 50, entre Saúde e Judiciário. 347 eram o total nomeados, derrubados por Pátio no início do ano em caso que corre sub júdice.

Agora, Pátio alega estar quase no limite da responsabilidade orçamentária, base de sua argumentação contrária ao chamamento dos demais aprovados no concurso público. Em contrapartida, segue o Executivo terceirizando serviços. Tudo "gradativamente", como bem gosta o prefeito.