CONTRATA NÃO CONTRATA
Vereador Thiago Silva cai na ira dos aprovados no concurso público
Comissão divulgou nota de repúdio ao vereador peemedebista no final da sessão
07 de Março de 2017, 10h34
Na sessão extraordinária da Câmara de Vereadores desta segunda-feira, 6, além do projeto nº 05 do Executivo, entraram na pauta também os projetos 27, 28, 29, 30, 31 e 32, para liberação de recursos ao Sanear para obras de saneamento.
Na tribuna os vereadores aproveitaram para expor alguns problemas que ocorrem na cidade, como os constantes apagões no sistema de sinalização (semáforos) na cidade. Quanto ao assunto o secretário Municipal de Transporte e Trânsito, Rodrigo Metelo, deve esclarecer em reunião nesta terça-feira, 7, às 14h, durante a definição da ordem do dia.
Mas o que gerou polêmica foi o posicionamento de vereadores quanto ao Concurso Público. Thiago Muniz (PPS) defendeu que os aprovados devem ser chamados e que a prefeitura acabe com as artimanhas de manter profissionais sem contrato e com pagamentos atrasados.
Já o Vereador Thiago Silva (PMDB) disse na tribuna que o gestor anterior deveria ter colocado prazo para chamar os aprovados. "O prefeito tem dois anos para cumprir a lei", disse Silva.
O vereador peemedebista esqueceu que no Plenário estavam os concursados que não pouparam o posicionamento radical de defesa das atitudes da administração. Ainda na noite de ontem, 6, a Comissão dos aprovados emitiu nota à imprensa. Confira a nota na íntegra:
"Nós aprovados e classificados no concurso público da Prefeitura de Rondonópolis de 2016 repudiamos a fala do vereador Thiago Silva (PMDB) na tribuna da Câmara de Rondonópolis na sessão extraordinária desta segunda (6). O vereador, que como legislador deveria zelar pelo cumprimento das leis, defendeu a terceirização da mão de obra da Saúde Pública Municipal em detrimento do chamamento dos concursados, o que vai contra o que prega a Constituição Federal.
Se o vereador prezasse pelas leis, defenderia a impessoalidade na administração pública, que a própria Constituição garante ser alcançada por meio do ingresso no serviço público por meio de concurso.
Ainda, se defendesse os interesses da população, optaria em legislar em favor do chamamento imediato dos concursados, já que o reflexo da não convocação é a falta de serviços em áreas como saúde e assistência social para a própria população."