TETO

Poderes querem acelerar congelamento de salários e RGA neste mês em MT

Medida segue modelo nacional, em acordo proposto por Estados junto ao governo Temer

por GazetaMT

07 de Março de 2017, 07h48

Poderes querem acelerar congelamento de salários e RGA neste mês em MT
Poderes querem acelerar congelamento de salários e RGA neste mês em MT

Para acelerar a votação da lei complementar que vai congelar o salário dos servidores públicos, suspender o pagamento da Revisão Geral Anual -RGA e progressão de carreira nos próximos dois anos, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Eduardo Botelho -PSB revelou que vai começar uma limpeza dos vetos do governador nas primeiras votações após o recesso de Carnaval.

O Legislativo retoma as atividades nesta terça-feira, 7. Pela lei, o investimento estadual será recomposto no ano seguinte levando em consideração a inflação do ano anterior.

"A prioridade é levar ao plenário a votação dos vetos que estão na Casa de Leis. Estou convocado todos os deputados para votarmos essa pauta. A lei complementar do teto dos gastos é prioridade total", disse.

A declaração foi dada na manhã desta segunda-feira, 6, durante a posse do novo Procurador Geral de Justiça, Mauro Curvo.

A votação da lei complementar do teto dos gastos que segue o mesmo parâmetro da Proposta de Emenda Constitucional -PEC 241 aprovada pelo Congresso Nacional e é uma exigência do governo federal aos Estados para ter acesso às linhas de crédito. No rol de exigências, ainda consta a obrigatoriedade de aprovação no primeiro trimestre deste ano. Ou seja, até o final de março.

Reconhecendo a necessidade de celeridade da votação, Botelho diz que os parlamentares estão preparados para o debate do projeto polêmico, que tratará do congelamento do salário dos servidores estaduais e limitará o aumento do investimento estadual de acordo com a inflação anual, entre outros pontos. "Por questões óbvias teremos desgaste. Não adianta dizer que vamos discutir uma matéria dessa e não terá desgaste. Mas é um tema necessário e estamos preparados", disse.

A lei complementar do teto dos gastos já é alvo de protestos dos servidores públicos estaduais e deverá ser intensificada nas próximas semanas. Com os cortes, a economia aos cofres públicos estimada em Mato Grosso é de R$ 1,4 bilhão.

A lei complementar do teto dos gastos é resultado de um compromisso dos governadores do país em adotar medidas de ajuste fiscal atendendo a uma exigência da equipe econômica do presidente da República Michel Temer -PMDB.

O governo federal exigiu a medida para os Estados serem contemplados com recursos das multas de regularização de recursos no Exterior, o que favoreceu Mato Grosso com R$ 108 milhões.