DIA DO JORNALISTA

Jornalistas falam sobre os desafios da profissão

Cláudia Bouviê e Victor Santos contam suas trajetórias na comunicação e avaliam mercado de trabalho em Rondonópolis

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07 de Abril de 2016, 07h00

Jornalistas falam sobre os desafios da profissão
Jornalistas falam sobre os desafios da profissão

Nesta quinta-feira, 7 de abril,  é comemorado em todo o Brasil o Dia do Jornalista. A data homenageia o trabalho dos profissionais da mídia, responsáveis por apurar fatos e levar a informação para pessoas, de maneira imparcial e ética. Seja na rádio, na televisão, sites de noticias, ou nos jornais impressos, o jornalista deve sempre trabalhar tendo como base a imparcialidade e fontes de informação confiáveis.

Aqui em Rondonópolis vários profissionais, com formação acadêmica ou não, exercem o cargo de jornalista. O site gazetaMT conversou com algumas dessas pessoas sobre carreira, responsabilidade, desafios, e campo de trabalho no Município.

A experiente Cláudia Bouviê já exerceu diversas funções em vários veiculos de comunicação em Rondonópolis. Foto: Luan Dourado/gazetaMTCom mais de 30 anos de profissão a jornalista Cláudia Bouviê exerce hoje a função de Chefe de Redação no gabinete de comunicação da Prefeitura Municipal de Rondonópolis. Considerada uma das mais experientes profissionais da área, Cláudia que é natural da cidade de Encantado (RS) chegou em Rondonópolis no ano de 1990. 

Aqui na cidade, a jornalista formada pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), já exerceu os cargos de chefe de Redação, repórter de TV, professora de Comunicação Social/Jornalismo, Assessora de Comunicação, diretora de Jornalismo, etc.

A profissional da área da comunicação destacou qual função exige maior desempenho. "Eu acredito que o cargo de assessor de comunicação requer uma maior responsabilidade pelo fato de você ter que mostrar para a sociedade o papel da empresa, instituição ou pessoa que você está assessorando. Este profissional é um administrador de crise, principalmente com os veículos de comunicação", afirmou a jornalista.

 Bouviê falou ainda sobre a questão de não ser exigido o diploma para que a pessoa possa exercer o cargo de jornalista no país.

"Na minha opinião, é necessário que o profissional da comunicação tenha um diploma, ou seja, uma formação acadêmica. Existem algumas questões que só aprendemos nos bancos de universidades, como por exemplo, técnicas de redação para os variados veículos de comunicação. Existem outras questões importantes como ética. Por mais que você seja um excelente locutor, apresentador, ou assessor de imprensa, isso não é suficiente para que você seja um jornalista. Enfim, sou a favor da formação acadêmica, principalmente porque o mercado te exige cada vez mais" acredita Cláudia Bouviê.

 LOCUTOR, REPÓRTER E APRESENTADOR

Outro profissional da área da comunicação entrevistado pelo site gazetaMT é o locutor, repórter e apresentador, Victor Santos. Com apenas 24 anos de idade, o jovem rapaz tem a responsabilidade de levar aos ouvintes e telespectadores a informação de forma imparcial e correta.

Atualmente, Victor Santos, exercer a função de locutor na Rádio Clube AM, a frente do programa "Super Manhã", e de repórter e apresentador na TV Rondon SBT no comando do programa "SBT Comunidade 2ª Edição".

Com 24 anos, Victor Santos é destaque na imprensa rondonopolitana. Foto: Luan Dourado/ Wagner Montanari/gazetaMT

Durante o bate papo com a nossa equipe, Victor disse que sempre teve a intenção de trabalhar com comunicação. A trajetória dele na área começou aos 13 anos, no programa "Viola de Ouro", e logo depois surgiram outras oportunidades.

"Sempre foi um desejo, um sonho trabalhar com comunicação. Eu enquanto garoto ficava em casa acompanhando os jornais locais e tinha aquele interesse em saber como funcionava todo aquele mundo e fui em busca disso", revela Victor.

O comunicador também falou sobre a responsabilidade de desempenhar funções tão importantes na sociedade como, por exemplo, repórter e apresentador. "Eu encaro a função repórter com maior adrenalina por ter contato maior com o público, já que você vive a reportagem por estar presente no local do fato, e ao mesmo tempo ajuda durante apresentação do programa."

Ele também falou sobre a função de locutor. "O rádio é uma escola do improviso, principalmente o rádio AM, onde o locutor tem maior tempo para conversar com o ouvinte. Pra mim o rádio é uma faculdade" disse.

Por fim, a jovem promessa da comunicação rondonopolitana falou sobre o mercado de trabalho em Rondonópolis.

"Eu sou uma pessoa que torço para que a cidade cresça ainda mais, e que venham novos veículos de comunicação, quanto mais, melhor. Até para as pessoas tenham mais opções de conteúdo. O campo é limite, e a partir do momento que a cidade continuar evoluindo é uma oportunidade para a chegada de novos veículos e profissionais de comunicação, isso quem ganha é a sociedade" finalizou Victor Santos.

Origem do Dia do Jornalista

O Dia do Jornalista foi criado pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) como uma homenagem à Giovanni Battista Libero Badaró, importante personalidade na luta pelo fim da monarquia portuguesa e independência do Brasil.

Giovanni Badaró foi médico e jornalista e foi assassinado no dia 22 de novembro de 1830, em São Paulo, por alguns dos seus inimigos políticos. O movimento popular que se gerou por causa do seu assassinato levou D. Pedro I a abdicar do trono em 1831, no dia 7 de abril, deixando o lugar para seu D. Pedro II, seu filho, com apenas 14 anos de idade.

Foi só em 1931, cem anos depois do acontecimento, é que surgiu a homenagem e o dia 7 de abril passou a ser Dia do Jornalista.

Foi também no dia 7 de Abril que a Associação Brasileira de Imprensa foi fundada, em 1908, com o objetivo de assegurar aos jornalistas todos os seus direitos.