PREVIDÊNCIA

Medeiros preside Comissão que define aposentadoria especial para policiais

por GazetaMT

07 de Abril de 2017, 07h56

Medeiros preside Comissão que define aposentadoria especial para policiais
Medeiros preside Comissão que define aposentadoria especial para policiais

Nesta quinta-feira, 6, o senador José Medeiros -PSD/MT presidiu audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa -CDH, onde representantes da Segurança Pública pediram a manutenção, no texto da reforma da Previdência (PEC 287/2016, ainda em tramitação na Câmara dos Deputados) da aposentadoria especial para a categoria.

"É importante que a reforma da Previdência leve em consideração a peculiaridade da atuação dos profissionais da segurança pública, não para garantir privilégios, muito pelo contrário, mas para dar-lhes tratamento isonômico, levando em consideração as diferenças que lhes são próprias", destacou.

Para Medeiros, a aposentadoria especial da categoria, conseguida com 25 anos de serviço se mulher e 30 anos se homem, sem idade mínima, é apresentada, muitas vezes, de forma errada à sociedade.

"Nós precisamos debater esse assunto porque pairam muitas dúvidas sobre o tema. A população, às vezes, pensa que isso aí é mordomia, privilégio, e é importante debater o assunto para que tudo fique claro", afirmou o parlamentar.

A audiência teve a participação de associações de agentes da segurança pública de diversas áreas. Na opinião dos expositores, os profissionais trabalham em uma infraestrutura precária e o desgaste físico e mental faz parte da rotina. Na visão deles, é impossível fazer com que esses profissionais trabalhem até os 65 anos de idade com a mesma qualidade e resultados.

Familiares

De acordo com os expositores, pesquisas recentes, como o anuário de segurança pública, mostram que a maioria dos policiais teme pela própria vida e a de seus familiares e que 38% escondem que são policiais nos momentos fora do serviço.

A reunião ainda tratou do alto índice de homicídios e suicídios e a dificuldade que muitos servidores encontram para o acompanhamento de doenças mentais.

O governo federal ainda não anunciou como serão enquadrados os policiais civis, militares, federais e rodoviários na reforma da Previdência.