ZONA LIVRE

Ministério proíbe vacinação contra febre aftosa em MT

Medida do Ministério da Agricultura tem como objetivo criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa

por da Redação

07 de Abril de 2023, 14h55

Portaria nº 574 faz parte do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa. (Foto: Reprodução)
Portaria nº 574 faz parte do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa. (Foto: Reprodução)

O Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) publicou a portaria que proíbe o armazenamento, a comercialização e o uso de vacinas contra a febre aftosa em Mato Grosso, no Distrito Federal e nos estados do Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Tocantins. O objetivo da medida é criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa.

Ao todo, as sete unidades federativas que não irão mais precisar vacinar o rebanho bovino e bubalino contra a febre aftosa, somam aproximadamente 113 milhões de cabeças, o que representa cerca de 48% do rebanho total do país. 

As federações pertencem ao Bloco IV do Plano Estratégico 2017-2026, do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa, que busca ampliar as zonas livres da doença no país sem vacinação, com reconhecimento internacional pela OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal).

Conforme o Mapa, a retirada da vacinação suspende alguns custos, gerando um benefício imediato aos produtores e uma oportunidade para que parte dos recursos seja redirecionado para ajudar no custeio e investimentos necessários à manutenção do status sanitário alcançado.

O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de carne bovina do mundo, sendo responsável por cerca de 15% da produção global de carne bovina e por 20% das exportações mundiais. Em 2022, o país exportou mais de 2,26 milhões de toneladas de carne bovina, gerando uma receita de cerca de US$ 13 bilhões.

Além disso, o setor pecuário é responsável por cerca de 30% do PIB do agronegócio brasileiro, que representa cerca de 21% do PIB total do país.

Segundo o diretor do Departamento de Saúde Animal, Eduardo de Azevedo, o processo de reconhecimento de zonas livres de febre aftosa sem vacinação também vai beneficiar outras importantes cadeias produtivas, como a de suínos, onde o Brasil possui destaque no cenário mundial, sendo o 4º maior produtor e exportador.

Azevedo explica que um dos critérios para a importação de produtos de origem animal é a condição sanitária do país exportador. Com isso, países ou zonas livres de febre aftosa sem vacinação, têm acesso a mercados mais exigentes e que remuneram melhor, uma vez que essa doença representa um grande risco para a produção.

Atualmente, no Brasil, somente os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso têm a certificação internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação.

De acordo com o Ministério da Agricultura, no momento não haverá restrição na movimentação de animais e de produtos entre os estados do Bloco IV e as demais unidades federativas, que ainda praticam a vacinação contra a febre aftosa no país.