CONTRA O FOGO
Sanear inicia terceira etapa para pleno funcionamento dos hidrantes no município
Ao todo, 89 equipamentos foram instalados neste 2016. Meta é chegar a 102
07 de Junho de 2016, 11h36

Instalados pelo Sanear em regiões estratégicas de Rondonópolis, 89 hidrantes deverão estar em pleno funcionamento logo após a conclusão da terceira etapa no cronograma da Companhia. Em 2016, 93 deverão ser instalados somando aos outros 9 já existentes desde 2015. Ao todo, 102 equipamentos hidrantes contemplarão o município.
O número está baseado num cálculo específico que toma como norte a área total da cidade e aponta o coeficiente relativo à quantidade necessária de equipamentos a serem instalados. Ao GazetaMT, o diretor técnico do Sanear, Marcos Brumatti, explicou detalhes de cada fase no processo de implantação. Os hidrantes são responsáveis por abastecer caminhões de Bombeiros em casos de incêndio, agilizando o atendimento em ocorrências deste porte.
Responsável pela coordenação de cada etapa, o diretor explica: "Dividimos em três as etapas para a implantação dos hidrantes. A primeira consistiu em montar cada um dos equipamentos, a segunda em fazer a instalação e a terceira será a de interligação", diz. Já na primeira fase, comentários e boatos quanto a ineficiência dos hidrantes percorreram a cidade e foram corroborados, inclusive, por parte da imprensa. Ao GazetaMT, o diretor esclareceu.
Montagem
Desde 2008, os equipamentos adquiridos por meio de um financiamento firmado entre Executivo e Caixa Econômica Federal foram orçados em número próximo a R$400 mil, preço de todo o projeto dos hidrantes de Rondonópolis. Os equipamentos permaneciam nas dependências do Sanear.
Ao mesmo tempo, um estudo quanto a troca de toda a rede de água da cidade começou a ser posto em prática. A antiga rede, de amianto, precisava ser substituída pela rede de material PVC. "Não se trata de retirar um cano e colocar outro, mas sim instalar uma nova rede e inutilizar a antiga. Sem essa troca, nenhum hidrante poderia ser instalado", explica Brumatti. Esta etapa foi concluída em 2013.
Instalação
Iniciando a segunda etapa no projeto, a fase de instalação trouxe os comentários contrários. A falta de vazão nas imediações dos hidrantes foi posta em cheque contra a companhia. Em resumo, os comentários davam conta de que dos hidrantes não sairia água.
Brumatti informa que um estudo realizado após a troca de toda a rede determinou uma vazão mínima de 100mm necessários para o abastecimentos de cada equipamento. Junto ao Corpo de Bombeiros do município, localidades estratégicas integraram o mapa de instalação de acordo com a capacidade da rede de verter água no ponto específico. Cumprido este traçado no mapa da cidade, dava-se por concluída a segunda etapa do projeto.
O diretor técnico do Sanear explicou, ainda ao GazetaMT, que o projeto rondonopolitano seguiu curso diferente dos demais realizados nestes casos. De fato, os hidrantes foram instalados sem que houvesse vazão de água. 
No planejamento, porém, esta seria a terceira etapa de todo o projeto. "Nossa ideia, desde o início, era otimizar. Já deixamos instalados enquanto os demais serviços vinham sendo realizados. Foi uma mudança na logística que agilizou todo o projeto empacado desde 2008", disse Brumatti.
Interligação
Montados e instalados, os hidrantes passam pela etapa de interligação na nova rede de água posta na cidade. É a última até o pleno funcionamento e deverá ser concluída ainda neste ano. "Não podemos perder o recurso do financiamento, pelo qual o município já vem pagando parcelas. Temos um prazo a cumprir, estipulado ainda em 2016", conta o diretor. As interligações ocorrerão nos equipamentos instalados nas regiões do Centro, Cidade Alta e antigo aeroporto.
Parte da demora na interligação, explica Brumatti, é que em algumas localidades, cuja vazão ultrapassa os 100mm mínimos determinados, o abastecimento tem de ser interrompido para a conclusão. O Sanear estuda um calendário que amenize o transtorno à população pela falta de água.
Números
Ainda em 2008, sem a rede adequada para a instalação dos hidrantes, Rondonópolis contava com apenas seis equipamentos instalados, número que perdurou até 2015. Naquele ano, destes seis, apenas dois estavam em funcionamento. Outros nove foram instalados. Ao todo, eram 15 equipamentos, sendo 10 em funcionamento e com vazão.
Já no início de 2016, o Sanear deu início a fase intensiva de retomada do projeto financiado e concluiu a instalação dos 89, com vistas em atingir os 93. Destes, 16 estão em funcionamento e com vazão adequada. O restante está entrando na terceira etapa do projeto da Companhia.