Segurança

Greve muda rotina de unidades prisionais em Rondonópolis

Visitas e algumas atividades estão suspensas e clima é aparentemente tranquilo na Mata Grande

por EMERSON DOURADO

07 de Junho de 2016, 14h42

Greve muda rotina de unidades prisionais em Rondonópolis
Greve muda rotina de unidades prisionais em Rondonópolis

A greve dos servidores públicos estaduais deflagrada no último dia 31 de maio, não afeta apenas a rotina do cidadão comum que necessita dos serviços do Estado, no sistema prisional a paralização dos agentes também se reflete no dia a dia dos presos, mesmo com o 100% do efetivo de servidores públicos nas unidades para a garantia da segurança do local, alguns procedimentos estão suspensos, entre eles a visita semanal de familiares para os recuperandos.

O representante sindical da categoria dos agentes prisionais em Rondonópolis, José Magno Maximino, relata que neste domingo(05), o primeiro dia de visita no período de greve transcorreu de forma tranquila. “A população carcerária e seus familiares entenderam nosso posicionamento, por não se tratar de um pedido de aumento, e sim que se cumpra o nosso direito garantido pela constituição. Já para o próximo domingo não podemos avaliar o que pode ocorrer”, comentou.

Já a rotinas diária da Penitenciaria da Mata Grande, com cerca de 1.400 presos e a Cadeia Pública Feminina, com 130 recuperandas foram alteradas, como em instrução normativa do dia 17 de maio enviada pelo sindicato dos agentes prisionais para todas as unidades. “Alguns serviços que realizamos estão suspensos, as atividades extra muro, a parte da educação, além da visita semanal. Já os trabalhos de escolta de audiência admonitória, alvará de soltura, distribuição de remédios de uso continuo, casos de urgência e emergência e mandados de prisão de pessoas já presas e recebemos presos vindos da 1ª delegacia de Rondonópolis, por conta de superlotação”, explicou Max.

A última proposta de pagamento do Reajuste Anual Geral (RGA) aos servidores públicos foi encaminhada pelo governo para o Fórum Sindical, na quinta feira(02) o governo propôs recomposição de 6%, sem retroatividade, em três parcelas: 2% em setembro, 2% em janeiro de 2017 e 2% em março de 2017.