DIA DOS NAMORADOS

Compras devem injetar 11,5 bilhões na economia brasileira

Maioria deve gastar com presentes nos mesmos valores do ano passado

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07 de Junho de 2017, 07h00

Compras devem injetar 11,5 bilhões na economia brasileira
Compras devem injetar 11,5 bilhões na economia brasileira

A última data comemorativa do primeiro semestre, o Dia dos Namorados, deve levar 61% dos brasileiros às compras. A partir de uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) nas maiores cidades, estima-se que aproximadamente 92 milhões de brasileiros devem presentar alguém neste 12 de Junho, o que deve injetar cerca de 11,5 bilhões de reais na economia.

Mesmo com o grande número de pretendentes a investir na data, a maioria não deve aumentar os gastos na comparação com o ano passado. Apenas 9% dos consumidores entrevistados disseram que têm a intenção de gastar mais com os presentes. A maior parte (32%) planeja gastar a mesma quantia que em 2016, enquanto 24% pensam em diminuir.

A principal justificativa para os entrevistados que vão gastar menos no Dia dos Namorados é a situação financeira, com orçamento apertado. Outros pretendem economizar, devido ao aumento da inflação e da economia instável e também por causa de dívidas em atraso. Dentre a minoria, que pretende aumentar os gastos com presentes, o desejo de comprar um produto melhor e o encarecimento dos presentes são os mais mencionados. Apenas 8% disseram que vão gastar mais porque tiveram melhoria na renda.Data começa a movimentar o comércio. Foto: ilustração

Gasto médio com presentes deve ser de R$ 124 e 69% vão pagar à vista

O pagamento a vista será o meio mais utilizado pelos consumidores, citado por 69% da amostra, sendo que em 56% dos casos o pagamento será em dinheiro e em 13%, no cartão de débito. O cartão de crédito será usado por 24% dos entrevistados, seja em parcela única (9%) ou em várias parcelas (15%). Entre os que dividirão as compras, seja no cartão de crédito ou de loja, a média é de três prestações por entrevistado.

"Em um momento em que as pessoas estão inseguras em seus empregos, comprar o presente à vista é uma boa alternativa para fugir do endividamento. O ideal é não abusar dos parcelamentos para evitar o comprometimento da renda com prestações", analisa a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Vale destacar que metade dos entrevistados (50%) ainda não sabe ou não decidiu o quanto vai gastar com o mimo da pessoa amada. De acordo com o levantamento, a maioria dos consumidores deve comprar apenas um único presente. Metade dos consumidores ouvidos pela pesquisa acredita que os produtos este ano estão mais caros do que em 2016, sendo a crise econômica o principal motivo para a elevação dos preços, seguido do fato de o Dia dos Namorados ser uma data comemorativa, o que consequentemente aumentaria o preço dos presentes.

Roupas, perfumes e calçados lideram a preferência de compra

Os presentes mais procurados por quem vai presentear serão as roupas (30%), perfumes, cosméticos e maquiagem (18%), calçados (11%), acessórios como cinto, óculos e bolsas (9%), flores (7%), bombons e chocolates (5%), jantares (4%) e celulares e smartphones (3%).

O estudo buscou identificar não apenas os presentes mais procurados por quem vai presentear, como detectar também os presentes que o consumidor mais gostaria de receber no Dia dos Namorados. A ordem é a mesma: roupas (23%), perfumes (15%), calçados (10%) e acessórios (9%), que também lideraram o ranking da relação de presentes mais desejados.