DADOS DA ONU
Preço de alimentos cai mundialmente e atinge menor nível em seis anos
Para órgão da ONU, queda brusca dos derivados do leite compensaram alta do açúcar, que subiu 2,5% pelas más condições de colheita no Brasil
07 de Agosto de 2015, 08h23
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação - FAO divulgou um estudo, nesta quinta-feira (6), que constatou a maior baixa no preço das commodities alimentares desde julho de 2009.
Óleos vegetais e laticínios tiveram grande queda de preço, mas que foi compensado pelo aumento do valor dos cereais e do açúcar. Segundo a FAO, o preço do açúcar subiu 2,5% no mês passado, devido principalmente às condições de colheita no Brasil, que não foram as melhores.
Balanço
O índice do Preço dos Alimentos da FAO alcançou 164.6 pontos, 20 pontos a menos do que o mesmo período no ano passado. Para chegar aos dados, a agência da ONU faz um balanço de preços, nos mercados internacionais, dos cinco maiores grupos alimentares: cereais, carnes, derivados do leite, óleos vegetais e açúcar.
A queda do índice no mês citado também é explicada pela diminuição das importações do Oriente Médio, da China e norte da África. Em contraste, a produção de leite na Europa foi abundante, o que aumentou a disponibilidade para exportação.
Óleos e Cereais
O preço do óleo de soja na América do Sul diminuiu devido ao bom abastecimento do grão nos países que compõe a região. A média de preço dos óleos vegetais ficou 5,5% mais baixa que junho, o menor índice desde 2009. A razão dessa queda também se dá ao valor internacional do óleo de palma, que baixou devido ao crescimento da produção no sudeste da Ásia.
Já o índice médio de valor dos cereais subiu 2% em julho na comparação com junho, mas ainda assim ficou 10% menor do que os níveis de julho do ano passado.
Em parte devido ao tempo instável na América do Norte e Europa, o preço do trigo e do milho subiu. Por outro lado, o valor das carnes ficou praticamente inalterado no mês passado.