MATERIAL GRÁFICO
Novas regras para produção em campanha eleitoral são debatidas com representantes do setor
07 de Setembro de 2016, 12h00
As principais mudanças introduzidas pela Reforma Eleitoral de 2015 (pela Lei 13.165/2015) no que diz respeito à produção de material gráfico para campanhas eleitorais foram o tema do encontro entre representantes do setor e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na sede do Sindicato das Indústrias Gráficas do Distrito Federal (Sindigraf-DF), na noite da última segunda-feira (5) em Brasília (DF). O ouvidor-geral do TSE, juiz Jurandi Pinheiro, o assessor-chefe da Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias (Asepa), Eron Pessoa, e o assessor-chefe da Assessoria Consultiva do Tribunal, Sérgio Ricardo, esclareceram dúvidas dos associados da entidade sobre a matéria.
A nova lei estabelece que não é preciso ter licença municipal e autorização da Justiça Eleitoral para veicular propaganda eleitoral por meio de folhetos, adesivos, volantes e outros impressos, mas o material deve ser editado sob a responsabilidade do partido, da coligação ou do candidato. A responsabilidade das gráficas sobre o conteúdo do material produzido e sobre o valor gasto pelos candidatos para a produção do material foi justamente um dos principais temas debatidos no encontro. Eron Pessoa esclareceu que a responsabilidade é dos candidatos, mas afirmou que é importante que as gráficas guardem os documentos que atestem a prestação dos serviços contratados.
De acordo com a nova lei, todo material impresso de campanha terá que trazer o CNPJ ou o CPF do responsável pela confecção, bem como de quem o contratou, e a respectiva tiragem. O infrator que descumprir essa regra responderá pelo uso de propaganda vedada e, se for o caso, por abuso de poder. Ainda que feito na véspera da eleição, o derrame (ou a sua concordância) de material de propaganda no local de votação ou em áreas próximas caracterizará propaganda irregular.
Também foram debatidos temas como a data limite para a emissão de nota fiscal por parte das gráficas, subcontratação de outras prestadoras de serviço, padronização dos materiais que vierem a ser produzidos, limite de gastos de campanha para prefeito e vereador, entre outros. Ao final do encontro, o presidente do Sindigraf-DF, Pedro Henrique Verano, agradeceu a presença dos representantes do TSE, afirmando que os esclarecimentos foram de grande valia para os associados.