Reviravolta Sinistra

Caso da idosa com passado sombrio se aprofunda em MT

Suspeita de Matar 'Genro' e Advogado que a Extorquia

por Redação

07 de Setembro de 2023, 09h22

Reprodução
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Helena Rodrigues Veras, uma mulher de 67 anos, enfrenta novas acusações. Desta vez, ela é suspeita de envolvimento na morte do namorado de sua própria filha em Cáceres, localizado a 225 km de Cuiabá. A idosa nega veementemente qualquer participação nos crimes, incluindo o que a levou a cumprir pena em 2017, quando foi condenada a 13 anos de prisão pelo assassinato da amante de seu marido. O delegado Caio Albuquerque, encarregado do caso, revelou que Helena é suspeita de estar envolvida em uma série de homicídios ocorridos entre 2006 e 2008, incluindo os assassinatos de seus dois sobrinhos e da irmã da amante, que foi confundida como alvo.

No entanto, um novo indício de seu suposto envolvimento na morte do advogado Marcos Alves, que na época namorava sua filha, trouxe à tona o caso este ano. "Este advogado mantinha um relacionamento com minha filha, e, por alguma razão, decidiram tirar a vida dele. Um dia, ele saiu, em teoria, para atender um cliente e nunca mais voltou", declarou o delegado Albuquerque.

A irmã do advogado, Tânia Alves, aguarda há oito anos para encontrar o corpo de seu irmão. "Nós queremos proporcionar um enterro digno a ele, para que sua filha saiba que ele não foi abandonado", disse Tânia. Em 2015, Marcos conheceu a filha de Helena, com quem começou a namorar. A família suspeita que ele possa ter descoberto algo sobre sua sogra. "Ele era completamente apaixonado por minha filha, os dois estavam sempre juntos, eram inseparáveis", acrescentou Tânia. Ela relembra que a última vez que viu seu irmão foi durante um almoço em família na casa dos pais deles. A mãe dele recebeu uma mensagem do próprio filho dizendo que estava prestes a liberar um prisioneiro perigoso em Cáceres e depois perdeu contato com ele. "Depois, recebemos uma ligação de alguém dizendo que ele estava bem e que não precisávamos nos preocupar com ele", relatou Tânia. A família esperou por dois meses, já que o aniversário do pai de Marcos era em agosto, e eles esperavam que ele mandasse felicitações, mas ele não o fez. Com a prisão de Helena, a família nutre a esperança de finalmente localizar o corpo de Marcos.