São Pedro da Cipa experimenta gestão empreendedora
08 de Janeiro de 2014, 17h06
A ONU (Organização das Nações Unidas), ao analisar os maiores problemas mundiais, em 2000, estabeleceu 8 Objetivos do Milênio. No Brasil, são chamados de 8 Jeitos de Mudar o Mundo. São objetivos capazes de mudar a vida em casa, na rua, na comunidade, na cidade e no País, incluindo a geração de ocupação e renda capazes de promover o desenvolvimento.
No município onde a vida acontece, o sucesso para as administrações municipais é imprescindível para a melhoria de vida do cidadão. O gestor público local passa a ter por obrigação buscar condições que proporcionem mais dinheiro circulando no município, melhor distribuição de riqueza, uso racional dos recursos naturais, reaproveitamento de materiais recicláveis, transparência na destinação do dinheiro público, controle social e resgate da autoestima da população.
São Pedro da Cipa, município cuja posição no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) no ano de 2000 ocupava a 86ª posição, já em 2010 passou a ocupar a 109ª posição no ranking estadual, sofrendo uma involução. Já o município de Jaciara, vizinho próximo, evoluiu saindo da 18ª posição para 11ª posição. É inadmissível duas cidades separadas por uma ponte, uma ocupar a 109ª posição no ranking estadual enquanto a outra ocupa a 11ª colocação.
Com certeza um quadro dessa natureza impõe enorme responsabilidade a um gestor compromissado que busca libertar seu município das amarras que a propósito buscava a manutenção das práticas corriqueiras do assistencialismo e do continuísmo exploratório.
O governo Alexandre Russi promete ser revolucionário, vem introduzindo práticas inovadoras condizentes com as gestões modernas. Vem resgatando a confiabilidade do cidadão, dos fornecedores, dos servidores municipais, resultado de uma política de ajuste fiscal, lisura, transparência e pautada no princípio da economicidade.
O município já se encontra em condições de contratar, pois está adimplente perante a esfera federal e estadual. Remunerar os servidores públicos em dia não é privilégio de um gestor público, mais sim, obrigação. Mas de tão habituados a pagar salários atrasados em tempos passados, hoje o comércio agradece a pontualidade dos salários pagos dentro do mês de competência. Quando a coisa pública é levada a sério é possível fazer atendimento, a exemplo da recém ambulância adquirida com recursos próprios e paga à vista, bem como o fechamento das contas municipais de 2013 com excelente sobra em caixa, enquanto inúmeros municípios brasileiros não conseguiram fechar suas contas como determina a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Baseado nesse desempenho, acredito no crescimento econômico com desenvolvimento social para o município de São Pedro da Cipa. Não poderia também deixar de registrar a habilidade do prefeito Alexandre em levar para o município o principal canteiro de obras do Consórcio que vem fazendo a duplicação da BR 163/364, resolvendo momentaneamente um dos principais desafios dos gestores públicos: a geração de ocupação e renda.
Recentemente o vice-prefeito me fez a seguinte colocação: "Ouço dizer, talvez até no sentido de ser agradado, que a minha experiência política tem contribuído favoravelmente para a gestão do prefeito Alexandre. Particularmente eu tenho outro posicionamento: Venho aprendendo muito com o prefeito Alexandre, pois atitudes que eu não tomaria por uma série de razões ele vem tomando em favorecimento do município", disse o vice-prefeito Eduardo.
Agora com os ajustes realizados, cabe ao prefeito Alexandre voltar para a geração de ocupação e renda. Só os gestores públicos municipais atentos às mudanças impostas pela globalização econômica, que estimula a concorrência e impõe a utilização de estratégiaspolíticas de geração de ocupação e renda, que antes era vista por eles apenas como obrigação dos governos estaduais e federal, saem um passo à frente para o crescimento com desenvolvimento de suas cidades.
A AMM - Associação Mato-grossense dos Municípios, preocupada com a situação dos municípios, para o ano de 2014, trabalhará veementemente o incremento da receita própria municipal, que entre suas propostas contempla estimular um ambiente favorável ao desenvolvimento dos pequenos negócios.
Resultados de alguns diagnósticos sócio-econômicos realizados em alguns municípios pela AMM apontam que a maioria dos municípios do Estado são de vocação agrícola. É preciso trabalhar essa vocação, principalmente a partir da agricultura familiar, pois são 140.000 pequenas propriedades rurais, que poderiam se convergir em 140.000 pequenas empresas rurais, gerando milhares de empregos.
A partir de 2014, gerido pela AMM, SICREDI e CONSÓRCIOS REGIONAIS, em parceria com o PRONATEC/SECITEC, EMBRAPA, SENAR, MAPA, MDA, COOPERVALE e PREFEITURAS MUNICIPAIS iniciará a execução do "VOLTAR A QUERER", um programa de apoio à agricultura familiar, que inicialmente contempla 20 municípios para incentivar a fruticultura, criando 10 unidades de referência por município, implantando 200 hectares de frutíferas numa primeira etapa no Estado.
São Pedro da Cipa está incluído entre os 20 municípios da 1ª etapa. Os critérios para a escolha passaram principalmente pelo cunho empreendedor do gestor municipal, grau de comprometimento e vontade. A vontade é o maior atributo para que as coisas aconteçam.
Realiza-me participar deste projeto que inclui o município de São Pedro da Cipa, principalmente sabendo-se que foi contemplado não pelo critério do menor IDH(Índice de Desenvolvimento Humano), mas pelo senso da responsabilidade e comprometimento com a coisa pública.
Meus agradecimentos ao prefeito Alexandre Russi, ao vice-prefeito Eduardo, ao presidente da Câmara Vanildo Borto (Fia) e a todos aqueles que envidam seus esforços no construtivismo, fazendo de São Pedro da Cipa um lugar de se viver melhor. Os espaços existem, as oportunidades nós construímos.
*Hudson Saturnino é Gerente de Desenvolvimento Econômico da Associação Mato-grossense dos Municípios