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Cidade ficou mais robusta e Aécio precisa esclarecer propostas, diz Percival sobre eleições

Prefeito de Rondonópolis disse que representação política deve melhorar relação com governos Estadual e Federal

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08 de Outubro de 2014, 00h06

Cidade ficou mais robusta e Aécio precisa esclarecer propostas, diz Percival sobre eleições
Cidade ficou mais robusta e Aécio precisa esclarecer propostas, diz Percival sobre eleições

Percival Muniz diz que eleição de taques e reforço no Congresso deixaram a cidade polticamente mais forteO prefeito de Rondonópolis e presidente estadual do PPS, Percival Muniz, mostrou se otimista com o cenário pós-eleição em Mato Grosso. Para ele, a cidade saiu fortalecida e tem agora uma representação que permitirá uma melhor relação com os governos Estadual e Federal.

Além da vitória expressiva obtida na cidade pelo futuro governador Pedro Taques (PDT), Muniz destaca como pontos positivos a manutenção da representação na Câmara Federal, com dois deputados, e também o reforço no Senado - que terá agora três representantes do município : Blairo Maggi (PR), Wellington Fagundes (PR) e José Medeiros (PPS), que  deve assumir a vaga deixada por Taques.

"Teremos mais parceiros no Senado e na Câmara Federal. A cidade ficou mais robusta no sentido de termos mais gente brigando para nos ajudar a resolver os problemas, que são muitos", disse. "Os rondonopolitanos foram inteligentes no sentido de construir as ferramentas para nos dar mais força política, agora precisamos cobrar os compromissos feitos", completou.

Em Rondonópolis o governador eleito teve sua vitória mais importante nos municípios de maior porte no estado, ficando com 66,5% dos votos válidos. O candidato a senador na chapa de Pedro Taques, o atual vice prefeito Rogério Salles (PSDB), também venceu a disputa na cidade com quase 57,7%% dos votos válidos.

Para muitos, o êxito decorre da liderança de Percival Muniz, que coordenou a campanha oposicionista no município. Mas, modesto, ele diz que os números são frutos do histórico dos próprios candidatos e também do trabalho desenvolvido pelo 'Movimento Mato Grosso Muito Mais' - criado em 2010 e que teve o próprio Muniz como um dos principais articuladores.

"Acho que o resultado era um pouco esperado pela liderança e a história política dos próprios candidatos. O projeto do Pedro começou há quatro anos quando o elegemos senador e quase conquistamos o governo. Agora tivemos o desaguar pleno da vontade da população, que já naquela época manifestava o desejo por mudanças no Estado", afirma.

Eleição presidencial
Ontem (07) o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, confirmou o apoio formal do partido à candidatura de Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da eleição presidencial. Percival, no entanto, diz que ainda não tem uma opinião formada sobre o assunto e que prefere avaliar o cenário como um cidadão, e não como um influenciador de votos.

Segundo ele, Aécio Neves precisa deixar claro que, se eleito, manterá e ampliará os programas sociais que caracterizaram a gestão petista nos últimos anos. "No primeiro turno isso não ficou muito claro e acho até que essa foi uma das causas do crescimento de Marina Silva (PSB). A população está disposta a mudar, mas quer dar um passo à frente para ajudar os mais pobres e fortalecer as políticas publicas. Não para atender os interesses dos banqueiros ou do Mercado".

Percival lembrou que foi prefeito nas gestões dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Lula (PT) e agora sob o comando de Dilma Rousseff. Conforme ele, hoje é muito mais fácil obter recursos para investir em áreas essenciais como a Saúde, Educação, Saneamento e Habitação.

"Antes, por exemplo, era uma dificuldade conseguir recursos para construir 80 casas. Hoje, com um apoio bem maior do Governo Federal, estamos construindo mais de oito mil moradias aqui em Rondonópolis. Hoje também temos apoio para construir e equipar creches e escolas, e existe política pública para fomentar setores como a agricultura familiar".

O prefeito de Rondonópolis defende, porém, que o próximo presidente, ou presidenta, adote mais transparência nos programas sociais. "Aqui em Rondonópolis criamos a fila única da habitação e todos os processos podem ser acompanhados pela internet. Práticas assim poderiam melhorar os programas e prevenir casos de corrupção ou mau uso do dinheiro público", sugere.

Apesar de não revelar quem apoiará no segundo turno, Percival fez um esboço do perfil ideal do próximo chefe do Governo Federal. "Como cidadão e prefeito quero que o País cresça e se desenvolva, mas com inclusão social, melhorando a renda e a vida dos mais pobres. Essa é a linha que o próximo presidente deve seguir".