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Garimpeiros invadem centro de Aripuanã em protesto após ação da PF
2 mil pessoas participaram da manifestação, que contou até com carreata.
08 de Outubro de 2019, 10h16
Dezenas de garimpeiros tomaram as ruas do centro de Aripuanã, na manhã desta terça-feira (8) em protesto contra a operação Trype da Polícia Federal, que combate a exploração de ouro ilegal na região.
As informações preliminares dão conta que pelo menos 2 mil pessoas participam do ato. De acordo com a Polícia Militar, o clima é de tensão entre os moradores e os garimpeiros, ninguém sabe o que poderá acontecer.
O presidente do Sindicato dos Garimpeiros, Antônio Vieira da Silva, contou que a manifestação é pacifica, mas que exige uma reunião com a PF e representantes da Mineradora Nexa para tentar acordo.
“Nosso objetivo é trancar o Centro da cidade porque a gente quer conversar com o representante da Nexa e representante da Polícia Federal. Alguém tem que falar com a gente, já aconteceram mortes. O nosso maquinário está lá dentro. Nós estamos a Deus dará aqui. Vamos fazer esse manifesto pacificamente. Têm mais de 2 mil garimpeiros aqui. Estamos sem lugar para dormir, sem lugar para comer, sem dinheiro. Queremos então representantes da Polícia Federal e da Nexa, se eles não vierem não vamos liberar o Centro da cidade”, afirmou.
Diversos vídeos da invasão estão sendo compartilhados em grupos do aplicativo WhatzAAp. Nas imagens, é possível ver os manifestantes fechando uma das principais ruas da cidade.
A PM e equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) estão na cidade e acompanham a situação.
Operação Trype
Na manhã de segunda-feira (07), a PF com apoio das Forças de Segurança do Estado e servidores do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) e Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) deflagraram a segunda fase da operação Trype, que teve como objetivo o fechamento do garimpo ilegal no município.
No momento da abordagem policial, um dos garimpeiros reagiu e chegou a trocar tiros com os agentes.
O homem – cuja identidade ainda não foi divulgada – acabou morrendo no confronto.
A intervenção no local foi necessária, após investigações constatarem que além do impacto ambiental na região ser grande, as atividades ilegais no garimpo aumentaram os índices de crimes como homicídios, tráfico de drogas e prostituição.
A invasão dos garimpeiros da propriedade, que é da União, começou em novembro de 2018. A situação já foi alvo de investigação da Polícia Federal na época, mas a exploração continuava sem qualquer tipo de controle.