só senador
Por meio de nota, Wellington nega intenção de comandar ministério dos Transportes
'Fui eleito em outubro, com a missão de ser senador da República por Mato Grosso, cargo que pretendo exercer', disse o senador eleito
08 de Novembro de 2014, 16h03
O deputado federal e agora senador eleito por Mato Grosso, Wellington Fagundes (PR), negou nesse sábado, 8, por meio de nota distribuída à imprensa, que pretenda deixar o cargo de senador para assumir o Ministério dos Transportes a partir do ano que vem. A informação vem sendo veiculada na mídia estadual há alguns dias e já foi vinculada inclusive pela imprensa nacional.
"Fui eleito em outubro, com a missão de ser senador da República por Mato Grosso, cargo que pretendo exercer em toda sua plenitude com vistas a ajudar o nosso Estado em todas as áreas", diz Wellington na nota.
Coordenador da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) no estado, Wellington é um político articulado e conhecedor dos corredores da política em Brasília, onde já permanece há mais de vinte como deputado federal.
Ainda por meio da nota, o ainda deputado reconhece a importância da logística de transporte para a economia do estado, mas admite que o Partido da República (PR), sigla que comanda no estado e pela qual foi eleito e que desde o primeiro governo do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva está a frente da pasta dos Transportes, já trabalha outro nome para o cargo,o suplente de senador Antônio Carlos Rodrigues, de São Paulo.
Leia abaixo a íntegra da nota.
NOTA À IMPRENSA
Diante das informações publicadas pela imprensa nacional e deste Estado sobre minha possível indicação ao cargo de ministro dos Transportes do novo Governo da presidenta Dilma Rousseff, uso desta para informar que:
1) Fui eleito em outubro, com a missão de ser senador da República por Mato Grosso, cargo que pretendo exercer em toda sua plenitude com vistas a ajudar o nosso Estado em todas as áreas;
2) A indicação de um cargo dessa magnitude e de real importância para o nosso Estado, de economia voltada fundamentalmente a base logística, é de caráter exclusiva da nossa presidenta;
3) O Partido da República, da qual faço parte, como aliado na eleição da presidenta e participante ativo da elaboração das políticas públicas e governabilidade, vem discutindo internamente, com naturalidade, vários aspectos sobre a forma de participação nesse novo Governo;
4) Quanto a um eventual chamamento do PR para composição do Ministério dos Transportes, vejo com grande entusiasmo a indicação do nome do senador Antônio Carlos Rodrigues, de São Paulo, suplente da senadora Marta Suplicy, com o qual dispomos de grande liberdade e laços de amizade, de forma a nos permitir dar continuidade ao projeto estratégico de Mato Grosso, que é o de continuar avançando na logística de transportes, através da restauração, pavimentação e duplicação da malha viária federal e outros meios, como a ferrovia e a hidrovia, essenciais ao nosso desenvolvimento econômico e social;
5) Também, em outra frente, estou trabalhando, desde a minha eleição, para que Mato Grosso conserve sua posição na composição ministerial desse novo Governo, com a manutenção do produtor Neri Geller no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para darmos prosseguimento aos avanços no segmento do agronegócio e toda a cadeia produtiva - incentivando a ampliação das políticas visando não apenas o grande, mas também os pequenos e os médio produtores.
6) Sinto-me honrado pelo fato de alguns segmentos apontarem meu nome para ocupação do Ministério dos Transportes, pela sua relevância e grau estratégico. Contudo, reafirmou que meu propósito neste momento é o do pleno exercício do mandato o qual o povo de Mato Grosso me delegou como senador da República, ao qual me preparei muito e através do qual, a exemplo do que sempre norteou a minha vida política, pretendo honrar essa confiança com mais trabalho e dedicação.
Wellington Fagundes - deputado federal e senador eleito