EQUILÍBRIO FISCAL

Com dívidas, novo diretor financeiro da Coder reconhece desafio

Marcelo Miranda foi indicado pelo prefeito e passou por sabatina na Câmara. Montante gira em torno de R$ 70 milhões

por Robson Morais

08 de Fevereiro de 2018, 15h50

Com dívidas, novo diretor financeiro da Coder reconhece desafio
Com dívidas, novo diretor financeiro da Coder reconhece desafio

Marcelo Miranda é o novo diretor financeiro da Coder. Foto: AssessoriaUm dia após a sabatina na Câmara dos vereadores, o novo diretor financeiro da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis -Coder, Marcelo Miranda, reconhece o desafio de equilibrar as contas da empresa de economia mista, cuja dívida se aproxima dos R$70 milhões de reais. Com parte dos débitos negociados via Refis, a preocupação maior é com atrasos de salários, fornecedores e terceirizados.

Boa parte da antiga dívida tributária da Coder foi paga junto à Prefeitura por meio do programa de renegociação fiscal, o Refis. Cerca de R$ 28 milhões de um total superior, na época, a R$ 100 milhões. Outros R$ 5,5 milhões foram investidos pela companhia, em um segundo acordo de renegociação, desta vez com a Receita Federal.

Assim, a Coder conseguiu regularizar a emissão das Certidões Negativas de Débitos -CND, que autoriza a empresa a buscar novos contratos junto à empresas parceiras, gerando receita e capital de giro. Entre fornecedores e terceirizados, a dívida pendente está em torno de R$ 7,5 milhões. O montante próximo aos R$ 70 milhões é o da chamada dívida negocial, cuja previsão de quitação é parcelada. "A prioridade agora é manter ao máximo essa regularidade, até para conseguirmos buscar novos contratos", explica Miranda. "A gente tem que fazer o dever de casa, conseguir sanar os gargalos e promover uma economia interna que tenha seu impacto, seja saudável aplicando corretamente o recurso e fazendo capital de giro. Novos equipamentos estão chegando e a possibilidade em longo prazo é cumprir nosso cronograma", disse.

Salários

Ainda conforme Miranda, a previsão quanto aos salários dos servidores  e terceirizados é de atraso por mais um período. "Estamos tentando resolver, já buscamos conversar com o sindicato (dos servidores públicos municipais), é uma possibilidade real continuar assim por mais alguns meses, já que o nosso trabalho não tem reflexo imediato. Nosso empenho, porém, é pela regularização, por isso estamos criando todo o cronograma, elaborando uma nova logística de pagamento. Os terceirizados são considerados nossos funcionários, por isso também estão dentro de todo este planejamento", afirma. "Não é tarefa fácil, mas temos um plano de ação", finaliza.